Madeira vai pedir à Alemanha para ser exceção, portuguesa, à lista vermelha de viagens

Depois da boa notícia britânica, Madeira perde segundo maior mercado de turistas estrangeiros.

O governo regional da Madeira vai pedir à Alemanha que faça da região autónoma uma exceção à classificação de risco vermelho de contágio onde Portugal foi colocado esta sexta-feira, numa classificação que tem efeitos a partir da próxima terça-feira e que vai durar até, pelo menos, 13 de julho, por causa da propagação da variante Delta no país.

Há dois dias a Madeira regressou à lista verde britânica, mas agora tem um novo revés com Portugal a entrar na lista vermelha alemã, o que obriga a uma quarentena de 14 dias no regresso dos turistas a casa.

O secretário regional do turismo, Eduardo Jesus, explica à TSF que "já no passado foi possível à Alemanha entender a situação pandémica em Portugal em função das suas regiões e que não há necessidade de considerar Portugal no seu todo, esquecendo que existem realidades diferentes e que algumas delas permitem uma operação de baixo risco".

Tal como foi feito recentemente em relação ao Reino Unido e já foi feito noutra altura em relação à Alemanha, o governo regional pretende "demonstrar, através de base científica e dos números do controlo pandémico, que os países tenham como critério as regiões e não o país no seu todo".

Só para as próximas duas semanas, período para o qual estão previstas estas quarentenas, está prevista a chegada de 6200 passageiros à Madeira vindos em voos diretos da Alemanha, ou seja, "sem risco absolutamente nenhum motivado por escalas", argumenta o governante regional.

"Esta decisão não é correta e é um revés pois a Alemanha significa para a Madeira o segundo maior mercado externo", a seguir ao mercado britânico, conclui o secretário regional do turismo.

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