PJ apreende mais de 5,2 toneladas de cocaína em veleiro no Atlântico

Foram detidos três homens, todos estrangeiros, sobre os quais recaem fortes suspeitas de integrarem uma organização criminosa transnacional dedicada ao tráfico de grandes quantidades de cocaína entre a América Latina e o continente europeu.

A Polícia Judiciária e autoridades espanholas intercetaram um veleiro no Oceano Atlântico com 183 fardos de cocaína com um peso superior a 5,2 toneladas, a maior apreensão desta droga em Portugal nos últimos 15 anos.

O veleiro com 24 metros foi localizado e intercetado em pleno Oceano Atlântico e estava a ser utilizado no transporte de elevada quantidade de cocaína, segundo um comunicado da PJ, divulgado nesta segunda-feira.

Durante a operação, que decorreu nos últimos dias, foram detidos três homens, todos estrangeiros, sobre os quais recaem fortes suspeitas de integrarem uma organização criminosa transnacional dedicada ao tráfico de grandes quantidades de cocaína entre a América Latina e o continente europeu.

De acordo com a PJ, na embarcação eram "transportados um total de 183 fardos de cocaína com um peso bruto total estimado que ascende a cerca de 5,2 toneladas, tratando-se da maior apreensão deste tipo de estupefaciente realizada em Portugal nos últimos 15 anos e uma das maiores realizadas em toda a Europa".

No comunicado, a PJ adianta que a operação "Maré Branca" foi realizada nos últimos dias através da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes em conjunto com a Unidad de Drogas y Crimen Organizado do Cuerpo Nacional de Polícia de Espanha e com a participação da Marinha e da Força Aérea.

Os suspeitos serão presentes à autoridade judiciária competente para primeiro interrogatório judicial de arguido detido e aplicação de medidas de coação.

A PJ adianta ainda, com base em elementos recolhidos no decurso da investigação, que a droga agora apreendida se destinaria a ser distribuída por diversos países europeus, entrando no velho continente através das costas da Península Ibérica.

Esta operação contou também com o apoio e participação do Maritime Analysis and Operations Centre - Norcotics (MAOC-N), com sede em Lisboa, da Drug Enforcement Administration (DEA) dos Estados Unidos da América e da National Crime Agency do Reino Unido.

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