Amadora-Sintra continua a transferir doentes para outros hospitais. Urgências não vão encerrar

O hospital garante que a rede de oxigénio medicinal mantém-se funcional e que nenhum doente esteve em perigo.

O Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca (HFF), que abrange a zona de Amadora-Sintra, vai continuar a transferir doentes nos próximos dias. Fonte hospitalar confirmou à TSF que o serviço de urgências não vai fechar, porque essa é uma linha que não pode ser ultrapassada, mas que os doentes menos graves vão ser transferidos para outras unidades de saúde.

Estes doentes menos graves vão continuar a ser enviados para outros hospitais da Grande Lisboa, mas também para o hospital de campanha instalado em Portimão.

Na noite de terça-feira, uma sobrecarga na rede de oxigénio do Hospital Amadora-Sintra obrigou à transferência de doentes para outros hospitais. Já foram transferidos 102 doentes para várias unidades de saúde, entre os quais 19 que estão numa nova enfermaria criada no Hospital da Luz, em Lisboa, mas onde os cuidados são "integralmente assegurados" por profissionais do hospital Amadora-Sintra.

O hospital garante, apesar de tudo, que a rede de oxigénio está funcionar "de forma estabilizada", mantendo "os padrões de segurança definidos".

O hospital esclarece que "não está em causa, como nunca esteve, a disponibilidade de oxigénio ou o colapso da rede" e que os constrangimentos verificados se deveram apenas à "dificuldade existente em manter a pressão, face ao elevado débito para as necessidades terapêuticas dos doentes".

O Amadora-Sintra recorda que é o hospital da região de Lisboa com mais doentes Covid-19 internados - 323 ao final desta quarta-feira. "Muitos destes doentes necessitam de oxigénio medicinal em alto débito, o que origina uma elevada pressão sobre as infraestruturas existentes", justifica o hospital, que, entretanto, decidiu deixar de receber doentes com Covid-19 até ao fim de semana, para não sobrecarregar a rede.

O hospital relembra que tem também já em curso "um conjunto de obras para reforço da rede de fornecimento de oxigénio". "Tiveram também já início os trabalhos de instalação de uma rede redundante na Torre Sintra, que - tal como a rede redundante já instalada na torre Amadora - irá reforçar a rede" e será ainda instalado "um tanque de oxigénio para alimentar em exclusivo a Área Dedicada a Doentes Respiratórios do Serviço de Urgência".

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Notícia atualizada às 9h35

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