Mais de 140 médicos que se voluntariaram para ajudar SNS obtiveram "meia resposta"

Os médicos receberam correio eletrónico com uma hiperligação para uma plataforma de inscrição. A lista de profissionais de saúde prontos a ajudar aumentou em quase 40.

Uma meia resposta. Foi o que receberam os 142 médicos que, há uma semana, tornaram pública uma carta que enviaram ao Governo, manifestando vontade de combater a pandemia. São sobretudo médicos reformados que querem regressará à atividade, e que se voluntariam para mitigar a pressão sobre os serviços de saúde.

Depois do agradecimento público da ministra da Saúde, a médica Maria do Céu Machado, uma das subscritoras da carta, acusa a receção, entre terça e quarta-feira passadas, de "um e-mail com um link" que dá acesso a uma plataforma para inscrição, com identificação, tipo de atividade que se propõem fazer, em que dias e por quantas horas por semana. "Agora estamos à espera que haja uma resposta dessa plataforma", conta a médica.

Maria do Céu Machado inscreveu-se para fazer inquéritos epidemiológicos e o seguimento de doentes em casa.

A lista de médicos voluntários aumentou nos últimos dias. Maria do Céu Machado acredita que todos deverão ter recebido o primeiro e-mail. "Penso que, como estavam todos identificados na lista com e-mail, todos receberam." No entanto, não pode assegurar que todos tenham respondido, até porque, "entretanto, a lista aumentou". Os 140 médicos passaram a quase 180, detalha Maria do Céu Machado. Quanto às respostas, não sabe quando chegarão.

Um grupo de 142 médicos tinha remetido uma carta ao Presidente da República, ao primeiro-ministro e à ministra da Saúde para reiterar que a disponibilidade para trabalhar voluntariamente no combate à Covid-19. Os profissionais de saúde responderam ao apelo do Bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, em março do ano passado, mas nunca receberam qualquer resposta.

"Somos um conjunto de médicos, alguns reformados, mas ativos. Queremos ajudar e declaramo-nos presentes", escreveram os médicos na carta a que a TSF teve acesso. "Queremos participar nesta luta e ajudar. Queremos que nos considerem um corpo de voluntários."

Estamos "cansados de não ajudar", lamentou, na altura, uma das signatárias desta carta, a ex-presidente do Infarmed Maria do Céu Machado, em declarações à TSF.

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