Mais de 70% dos portugueses querem restrições no Natal e Ano Novo

A maioria dos portugueses consideram que devem existir restrições no Natal e na passagem de ano e consideram adequadas as atuais medidas impostas pelo governo. Ainda assim, a sondagem da Aximage para a TSF e JN revela que a maioria dos portugueses considera que as medidas de combate à segunda vaga são inadequadas, sobretudo porque deviam ter sido adotadas mais cedo.

Quão contidas nos contactos vão ser as festividades deste ano, ainda ninguém sabe, mas o desejo de uma grande parte dos portugueses é o de que o governo imponha restrições no Natal e, sobretudo, no Ano Novo: 71% consideram que no Natal devem existir restrições e 78% na passagem de ano.

A preocupação é transversal a todas as faixas etárias, mas são aqueles que estão acima dos 65 anos os que mais desejam estas imposições.

Mas antes da quadra natalícia, há um esforço para conter a pandemia e mais de metade dos portugueses estão de acordo com as medidas apresentadas no Conselho de Ministros de 21 de novembro: 57% consideram estas medidas adequadas, 20% consideram-nas exageradas e 19% não acreditam que estas medidas sejam ainda suficientes.

Sobre o recolhimento obrigatório ao fim de semana, em particular nestes dois que antecedem os feriados de dezembro, mais de metade dos portugueses estão de acordo: 42% concordam totalmente, 25% concordam parcialmente. Discordantes do recolher obrigatório estão 27% dos inquiridos.

Já quanto ao impacto nas vidas pessoais, 34% consideram que o transtorno é muito pequeno, 26% sentem um pequeno impacto e 16% respondem que a influência deste recolher obrigatório nas suas vidas é grande. Apenas 8% dos inquiridos sublinha que o impacto é "muito grande".

No que diz respeito ao Estado de Emergência, 67% notam que os efeitos são positivos contra 22% que destacam efeitos negativos, sendo que 11% não sabem ou não quiseram responder.

Maioria confia no governo, mas...

Se há um ano ninguém previa o estado a que o mundo iria chegar com esta pandemia, passados já largos meses a conviver com a Covid-19, a avaliação da confiança no governo para lidar com a pandemia é mais dispersa: 36% têm uma grande confiança na equipa de António Costa, 31% tem uma confiança média e 14% tem uma pequena confiança na gestão do governo.

São também mais aqueles que têm uma muito pequena confiança no executivo (12%) do que aqueles que têm uma confiança muito grande (5%).

Em termos de divisão política, os inquiridos que se identificam com o PS são aqueles que apresentam uma grande confiança no trabalho da equipa liderada por António Costa, sendo os eleitores que se identificam mais com o CDS os que mais apresentam uma pequena confiança no Executivo para gerir a pandemia.

Mas se há uma maioria que tem alguma ou até grande confiança no governo, 59% apontam que as medidas de combate à segunda vaga da pandemia são "inadequadas". E no topo dos porquês de considerarem as medidas inadequadas estão a demora na implementação de medidas restritivas (38%), o reforço de profissionais no SNS (22%) e as medidas consideradas demasiado leves (19%).

A dicotomia esquerda/direita também é evidente na classificação que fazem das medidas: é sobretudo à esquerda que se considera que o governo tomou as medidas adequadas e à direita que as medidas não são as mais apropriadas.

Mas voltando à confiança, não há dúvidas de que os portugueses têm o Serviço Nacional de Saúde em boa conta. 45% tem uma grande confiança no SNS e nos seus profissionais para lidar com a Covid-19, sendo que 25% assinalam mesmo que essa confiança é muito grande. Aqueles que confiam pouco ou muito pouco são apenas 10%.


Ficha técnica

A sondagem foi realizada pela Aximage para a TSF e o JN, com o objetivo de avaliar a opinião dos Portugueses sobre temas relacionados com a Covid 19.

O trabalho de campo decorreu entre os dias 23 e 26 de novembro de 2020. Foram recolhidas 647 entrevistas entre maiores de dezoito anos residentes em Portugal. Foi feita uma amostragem por quotas, com sexo, idade e região, a partir do universo conhecido, reequilibrada por sexo e escolaridade.

À amostra de 647 entrevistas, corresponde um grau de confiança de 95% com uma margem de erro de 3,90%. A responsabilidade do estudo é da Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direção técnica de José Almeida Ribeiro.

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