Mais satisfação, menos infeções e mais barato. Hospitalização em casa é um sucesso

Presidente do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte mostra-se satisfeito com os resultados do programa nos hospitais Santa Maria e Pulido Valente e acredita que este é um investimento para o futuro.

O projeto de hospitalização domiciliária nos hospitais Santa Maria e Pulido Valente obteve 99% de satisfação por parte dos doentes, zero infeções hospitalares e uma poupança financeira a rondar os 66 mil euros. Em seis meses, Daniel Ferro, o presidente do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte, acredita ter a prova de que este é um conceito para aplicar no futuro.

A satisfação "incrivelmente elevada" dos doentes é um dos fatores que deixa mais certezas. Os hospitais estavam à espera de algo bom, mas "longe" de acreditar numa satisfação "tão boa". "Diria que qualquer serviço público não consegue ter 'score' de satisfação desta ordem, nem nós nos restantes setores de atividade", aponta o especialista.

Por outro lado, o facto de não existirem infeções hospitalares pode ser considerado outro "excelente indicador". Daniel Ferro refere que nos hospitais esta percentagem pode chegar aos "10/15%" e que em casa "nenhum doente contraiu uma infeção hospitalar".

O projeto iniciou-se em fevereiro, foram acompanhados 66 doentes em casa e isto representa também uma poupança para o Serviço Nacional de Saúde (SNS). "Um doente tratado por este regime fez uma despesa no SNS que ficou 25 a 30% abaixo do que teria ficado caso tivesse sido internado tradicionalmente", o que significa "cerca de menos mil euros" por pessoa.

A hospitalização em casa já existe há alguns anos em vários hospitais do país, sendo que o Santa Maria e Pulido Valente foram dos mais recentes a aderir ao projeto, mas querem aumentar a capacidade de tratamento ao domicílio.

Daniel Ferro considera que este é um "conceito para o futuro", já que "tratamentos complexos hospitalares são possíveis de fazer em casa desde que o doente tenha condições, não só de habitação, mas também cuidadores para que o acompanhamento possa garantir que tudo o resto é feito a tempo e horas, que o estado de saúde não se agrave, que tenha alguém que controle os parâmetros, temperatura, tensão arterial".

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