Milhares de pessoas manifestam-se junto à embaixada russa em Lisboa

Manifestação foi promovida por juventudes partidárias para apoiar a Ucrânia e condenar a invasão da Rússia ao país.

Cerca de quatro mil pessoas estiveram este domingo concentradas junto à frente à embaixada russa em Portugal, numa manifestação promovida pelas juventudes de alguns partidos, para apoiar o povo ucraniano e condenar a invasão russa do país.

Com um forte contingente policial e com uma barreira que coloca os manifestantes a cerca de 100 metros do edifício da embaixada, em Lisboa, os manifestantes, entre os quais estão muitos ucranianos e portugueses, gritaram "assassino, assassino", numa referência ao Presidente russo, Vladimir Putin, e também "está na hora de Putin ir embora", "não à guerra, sim à paz" e "obrigada Portugal".

Por entre muitas bandeiras da Ucrânia [amarelas e azuis] e algumas portuguesas, os manifestantes empunham cartazes com palavras de ordem em ucraniano, português e inglês, nomeadamente "stop Putin, free Ukraine" e "peace for Ukraine" [paz para a Ucrânia].

Na fila da frente da concentração estiveram os líderes das juventudes partidárias da Juventude Socialista, da Juventude Social-Democrata, da Juventude Centrista, bem como membros da direção da Iniciativa liberal e do PAN.

"Pela paz, contra a invasão" é o lema da manifestação realizada "em profunda condenação da invasão militar" contra a Ucrânia.

Sendo a Ucrânia um Estado "livre, soberano e independente", a invasão em curso é "um ato ilegal, ilegítimo e imoral", refere a organização, que considera que a ofensiva militar russa em curso coloca sob "ameaça não só a segurança de todos os ucranianos, como também a soberania e integridade territorial da Ucrânia e a vontade do seu povo, expressa em eleições democráticas".

A Rússia lançou na quinta-feira de madrugada uma ofensiva militar na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que já provocaram pelo menos 198 mortos, incluindo civis, e mais de 1.100 feridos, em território ucraniano, segundo Kiev. A ONU deu conta de 150.000 deslocados para a Polónia, Hungria, Moldávia e Roménia.

Notícia atualizada às 14h20

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