Sete dias em greve de fome. Terminou protesto junto ao Parlamento

Elementos do movimento "Sobreviver a Pão e Água" estavam em greve de fome há quase uma semana junto à Assembleia da República. O protesto terminou esta noite, confirmou a TSF.

O porta-voz do movimento "Sobreviver a Pão e Água", José Gouveia, disse esta noite à TSF que terminou a greve de fome que durava há quase uma semana, em frente ao Parlamento. Este empresário da restauração optou por comer um croquete depois de sete dias em jejum.

"Um croquete sabe a tudo o que há de bom na vida, foi o melhor de sempre. Agora tenho o Pedro a preparar-me uma canja aqui no Solar dos Presuntos, que foi o que me prometeu e eu precisava de uma canja. Tenho de comer coisas leves", contou José Gouveia.

Pouco tempo antes afirmara: "É nossa vontade que ela [a greve de fome] termine, posso dizer, mas só em grupo é que a gente pode decidir." O porta-voz deste movimento, citado pela Lusa, falava depois de uma reunião com o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina (PS), na qual também participou o chef Ljubomir Stanisic, um dos 'rostos' deste movimento.

A reunião entre os dois representantes do movimento e o autarca da capital, que decorreu nos Paços do Concelho, começou ao final da tarde e durou mais de duas horas. José Gouveia explicou que a reunião foi decisiva para que a contestação chegasse ao fim.

"Houve uma reunião longa, de duas horas e pouco com o Fernando Medina. No final dessa reunião houve um telefonema entre o Fernando Medina e Siza Vieira e todas as nossas reivindicações foram tidas em conta. Em relação a algumas delas confessaram que já estavam a ser estudadas para colocar em prática. É evidente que não esperamos que tudo o que reivindicámos seja posto em prática, mas estamos confiantes no Fernando Medina para que as coisas mudem", revelou um dos rostos do movimento "Sobreviver a Pão e Água".

Um grupo de empresários estava a fazer greve de fome há quase uma semana, em frente à Assembleia da República. Os elementos deste movimento exigiram uma reunião com o primeiro-ministro, António Costa, ou com o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira.

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