Manuais escolares gratuitos só são sustentáveis se houver "reutilização"

Para Alexandra Leitão, é muito claro que é preciso que haja efetivas taxas de reutilização para que seja sustentável oferecer os manuais escolares a todos os estudantes.

A secretária de Estado Adjunta e da Educação defende que a oferta dos manuais escolares só é sustentável se existirem elevadas taxas de reutilização. O alerta de Alexandra Leitão chega no último dia para devolver os manuais escolares gratuitos.

A medida é, este ano, alargada até ao 12.º ano, o que implica um esforço financeiro. A secretária de Estado fez as contas no Almoço TSF: "A chegada da medida ao 12.º ano a todo o país envolve número de grandeza desta ordem: um milhão e quase 200 mil alunos espalhados por todo o país, cerca de oito milhões de vouchers e 150 milhões de euros. É este o volume de que estamos a falar."

Para Alexandra Leitão, é muito claro que "é preciso que haja efetivas taxas de reutilização para que isto seja sustentável no futuro".

Neste momento, sublinha, as taxas de reutilização dos manuais são elevadas: "Nós estamos com uma média de reutilização de 50% que ainda vai crescer e temos muitas escolas nos 90%, e temos metade das escolas acima dos 50%. Não temos escolas a zeros, que era algo que no ano passado ainda houve. É um caminho que ainda se está a fazer e que está a correr francamente bem neste ano letivo."

Na próxima terça-feira, começam a ser distribuídos os vouchers para que os pais e encarregados de educação possam levantar os manuais.

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