Marcelo já teve alta. Pensar em manter fronteiras fechadas é "pôr o carro à frente dos bois"

Cirurgia a duas hérnias inguinais decorreu "com sucesso" no Hospital Forças Armadas, no Lumiar, em Lisboa".

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, teve alta do Hospital das Forças Armadas na manhã desta quinta-feira e regressou a Belém mas, à saída, falou aos jornalistas para dizer que ainda é cedo para pensar em manter as fronteiras fechadas depois de 9 de janeiro.

À saída do hospital, o próprio chefe de Estado referiu que nas próximas duas semanas terá uma agenda reduzida.

A operação "não podia ter corrido melhor, acabei por operar duas hérnias, uma de um lado, outra do outro", explicou.

"Tenho de ter alguma precaução com esforços mais intensos", assinalou ainda o Presidente da República, que não pode "conduzir, mergulhar e fazer alguns esforços".

Questionado pelos jornalistas sobre as declarações do primeiro-ministro, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que ainda é cedo para equacionar a manutenção de medidas.

"O primeiro-ministro apresentou um cenário como quem diz que estamos com uma determinada orientação e, se tudo correr bem, essa orientação não implica mais restrições. Se for necessário reforçar as restrições, reforçamos. Parece sensato", avaliou, apelando à responsabilidade dos portugueses este Natal.

Sobre o prolongamento do fecho das fronteiras em janeiro, Marcelo considera que "não vale a pena pôr o carro à frente dos bois".

Em relação à possibilidade de uma quarta dose da vacina contra a Covid-19, adaptada à Omicron, o Presidente da República diz que "estamos a caminhar para o que houve quando apareceu a velha gripe", ou seja, com uma "periodicidade de nove meses a um ano", haver vantagem em vacinar alguns grupos populacionais.

Num comunicado da Presidência da República lê-se que "ainda ontem ao fim da tarde, o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa despachou diversos assuntos, teve uma reunião telefónica com o Primeiro-Ministro (que está em Bruxelas) e assinou várias nomeações de embaixadores, num segundo pacote do movimento diplomático".

O Presidente da República promulgou também o decreto do Governo que define "o termo 'couro' e estabelece as condições da sua utilização, enquanto denominação da composição de produtos colocados no mercado nacional".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de