Marcelo "satisfeito" e "orgulhoso" com o "sucesso" da vacinação em Portugal

O Presidente da República apelou aos portugueses que se continuem a vacinar e pediu bom senso numa altura em que há mais mobilidade.

Marcelo Rebelo de Sousa não escondeu a felicidade e o orgulho perante os números da vacinação deste fim de semana. Durante a manhã deste domingo foram vacinados cerca de 20 mil utentes. No sábado, foram vacinados mais de 128 mil pessoas, dos quais 115 mil foram jovens dos 12 aos 15 anos.

Em declarações aos jornalistas durante uma visita ao centro de vacinação em Alcabideche, o Presidente da República disse estar satisfeito e feliz.

"Estou satisfeito com o ter-se proporcionado isso à liberdade de escolha das pessoas e é com alegria que vi a Senhora diretora-geral da Saúde, com base em fundamentos técnicos, ir ao encontro daquilo que eram preocupações políticas, mas baseadas em factos técnicos, que tinha várias vezes tido a oportunidade de exprimir. Não se tratava de impor nada a ninguém, era abrir uma possibilidade", afirmou.

Marcelo distribuiu também elogios pelos principais protagonistas deste processo de vacinação, sublinhando o orgulho que tem na task force, que tem como coordenador um "líder nato", e nas estruturas de saúde "que fizeram o que podiam e o que não podiam".

"Tenho um cumprimento a fazer à Dra. Graça Freitas. Ela tem um grande mérito. Uma pessoa que durante uma pandemia de mais de um ano e meio dá todos os dias a cara merece o nosso agradecimento e a nossa gratidão", acrescentou.

Além dos agradecimentos, o Presidente da República fez questão de deixar dois apelos aos portugueses. Apesar do alívio das medidas de restrição, que entram em vigor na segunda-feira, Marcelo reforçou que as pessoas devem continuar a ser responsáveis.

"Vacinem-se os que ainda não se vacinaram, quanto mais próximo estivermos dos 80, 85%, melhor. Segundo, tenham bom senso naquilo que é o comportamento numa altura em que há mais mobilidade, mais concentração de pessoas", pediu, sublinhando que pretende continuar a dar o exemplo.

"Fui dos primeiros a por a máscara e serei dos últimos a tirá-la. Continuarei, mesmo em Belém, e nas cerimónias organizadas a fazer distanciamentos muito cuidadosos, a reduzir deslocações, a fazer os possíveis para, mesmo em sítios onde é possível não haver máscara, eu tento usar o mais possível a máscara", garantiu.

Questionado sobre o fim do uso obrigatório da máscara, Marcelo Rebelo de Sousa lembrou que é uma competência da Assembleia da República, que só volta a reunir-se em plenário em setembro, por isso defendeu que a prorrogação dessa decisão "é uma boa coincidência, depois de deixar passar algumas semanas".

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