Marinha e Força Aérea estão na ilha das Flores para recuperar danos do Lorenzo

O objetivo é avançar com a reconstrução do Porto das Lajes das Flores o mais rapidamente possível, para que o abastecimento à ilha possa ser retomado.

A Força Aérea e a Marinha já estão na ilha das Flores para iniciar o trabalho de reconstrução do Porto das Lajes, que ficou destruído na sequência da passagem do furacão Lorenzo.

Os militares também vão garantir o abastecimento de bens de primeira necessidade e combustível à população. Na quinta-feira, o Governo Regional dos Açores declarou situação de crise energética.

O comandante Pedro Santos Serafim, porta-voz da Estado-Maior-General das Forças Armadas, contou à TSF que esta missão envolve quase 300 militares.

O objetivo é avançar com a reconstrução do Porto das Lajes das Flores o mais rapidamente possível, para que o abastecimento à ilha possa ser retomado.

A passagem do furacão Lorenzo pelos Açores, na quarta-feira, provocou mais de 250 ocorrências e obrigou ao realojamento de 53 pessoas.

O Governo Regional dos Açores declarou esta quinta-feira situação de crise energética para garantir o abastecimento às ilhas das Flores e do Corvo.

A Marinha e da Força Aérea enviaram para a ilha das Flores, nos Açores, materiais e 294 militares para darem apoio às necessidades no terreno.

Num comunicado divulgado ao fim da tarde de quinta-feira, o Estado-Maior-General das Forças Armadas fez saber que, durante a madrugada, partiria uma aeronave C-130 com "uma Brigada Hidrográfica composta por sete militares e uma tonelada de material hidrográfico, uma equipa de quatro mergulhadores com um bote e um veículo submarino, operado remotamente, e três fuzileiros com apoio de drones" a bordo.

"Estes militares constituem-se como equipa avançada para esta operação, com a missão de verificar as condições de acessibilidade do Porto das Lajes das Flores", que ficou destruído, explicou o Estado-Maior-General das Forças Armadas.

Partiram para as Flores o navio reabastecedor "Bérrio" e a fragata "Álvares Cabral", da Marinha Portuguesa, com 80 e 200 militares a bordo, respetivamente, levando material diverso de apoio a emergências civis.

"Da guarnição da fragata fazem parte uma equipa de 25 fuzileiros com oito botes e seis mergulhadores", que têm como missão "apoiar o fornecimento de combustíveis e bens de primeira necessidade", lia-se no comunicado.

O Estado-Maior-General das Forças Armadas indicou ainda que este apoio surge na sequência de um pedido do Governo Regional dos Açores, através da Secretaria Regional dos Transportes e Obras Públicas, ao Comando Operacional dos Açores.

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