Mário Nogueira reeleito secretário-geral da Fenprof, contando com a ajuda de dois adjuntos

Lista foi eleita com 90% da votação: reuniu 505 dos 579 apoios possíveis.

Mário Nogueira foi reeleito este sábado secretário-geral da Fenprof, no 14.º congresso da Federação Nacional de Professores que decorre desde ontem em Viseu. Há 15 anos à frente da organização sindical, Mário Nogueira vai agora contar com a ajuda de dois adjuntos, após o congresso ter aprovado uma alteração aos estatutos.

Em 2019, Mário Nogueira tinha dito que ia para o último mandato na liderança da Fenprof, mas acabou por avançar mais uma vez. Garante que "não mudou de ideias", apenas foi sensível aos apelos que recebeu dos sindicatos e "à nova realidade e à maioria absoluta do Governo".

"A única forma de ficar era a de não ficar como já tinha ficado neste anos, sozinho a coordenar, mas de uma forma colegial", justifica.

Com o secretário-geral no comando da Federação Nacional de Professores vão estar agora José Feliciano Costa, do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa, e Francisco Gonçalves, do Sindicato dos Professores do Norte. A lista que lideravam foi eleita com 90% da votação. Recebeu 505 votos, dos 579 delegados presentes no momento da eleição.

"Iremos com certeza, sendo mais nesta coordenação, conseguir fazer mais e fazer melhor, porque estamos num tempo que será mais exigente", afirma, acrescentando que com um "Governo que tem maioria absoluta e, normalmente, nessas alturas, a capacidade de dialogar e negociar acaba por ser menor".

"Estamos ainda em pandemia, numa guerra aqui tão próxima e muitas vezes essas são justificações, não digo que em alguns momentos não sejam válidas mas depois, mesmo quando já não são, essas justificações são usadas para restringir, para cortar e para impedir", aponta.

Com uma liderança a três cabeças, Mário Nogueira diz que com este novo modelo de coordenação não vão ser distribuídos pelouros ou áreas por cada elemento.

"A questão não vai ser de pelouros, nem de áreas, vai ser de representação. Nas reuniões do ministério ir-nos-emos encontrar com muita regularidade, agora é mais fácil do que dantes, com as plataformas digitais, nós estarmos em contacto. Semanalmente iremos fazer a nossa agenda, numa negociação acompanhará um, noutra outro, na Comunicação Social ficaremos à espera que não se queira sempre que vá o mesmo, porque às vezes isso não dá", frisa.

Na manhã deste sábado, no 14.º Congresso da Fenprof foi ainda aprovada por unanimidade a ação reivindicativa para os próximos anos.

O secretário-geral da Federação Nacional de Professores quer apostar no regresso às negociações com o Governo em matérias como a precariedade, a carreira, as condições de trabalho ou envelhecimento da classe, tudo para resolver um problema que considera gravíssimo, a falta de professores.

"O voltar à rua pode acontecer, caso os governos continuem a achar que o tempo não é dos professores. Mas, para já, não vamos começar por marcar o regresso à rua sem saber, porque é esse o domínio que nós privilegiamos, sobre o regresso às negociações, porque estamos há tempo de mais com as negociações bloqueadas pelo anterior ministro da educação", diz.

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