Máscaras FFP1 e FFP2 chegam para todos mesmo que passem a ser obrigatórias

Distribuidores têm os armazéns bem compostos. Escassez de produção deixou há meses de ser um problema.

A Associação de Distribuidores Farmacêuticos (ADIFA) garante que ao contrário do que aconteceu nos primeiros meses da pandemia agora é possível alargar o uso de máscaras cirúrgicas simples (FFP1) ou mesmo daquelas que são ainda mais seguras (FFP2) à generalidade da população que não se preveem problemas de rutura de stocks.

Na última semana vários países europeus têm avançado com a proibição das chamadas máscaras sociais - também conhecidas como comunitárias ou de tecido - em inúmeros locais públicos, obrigando ao uso das FFP1 ou mesmo, em alguns locais, das FFP2.

Nuno Cardoso, o presidente da associação, diz à TSF que se Portugal seguir o mesmo caminho não antecipam problemas de abastecimento do mercado português, "tanto a nível do stock que temos como do processo de compra que não tem tido qualquer constrangimento", "sem razão para alarme", apesar de admitir que "com a pandemia as situações tornaram-se muito dinâmicas".

"Consultámos os nossos associados para perceber se haveria limitações nos processos de compra e nos stocks existentes e tanto nas FFP1 como nas FFP2 não se antecipam problemas, nesta fase", refere Nuno Cardoso.

Sobre os preços que disparam no início da pandemia, a Associação de Distribuidores Farmacêuticos detalha que não há razões para se pensar que o mesmo pode voltar a acontecer pois já não se verifica nem se prevê que venha a existir uma "procura muito, muito superior à oferta".

As máscaras cirúrgicas vêm agora de vários países do mundo e algumas também são produzidas em Portugal, pelo que se passarem a ser obrigatórias isso não será um problema, afirma o representante deste setor da atividade económica, nomeadamente porque há cada vez mais fábricas a fazer este tipo de produtos de proteção individual que antes da Covid-19 praticamente só eram usados em ambiente hospitalar.

O Jornal de Notícias desta sexta-feira conta que o aumento que já se sente na compra de FFP2 levou alguns fornecedores a terem ruturas de stock deste tipo de máscaras, mas a situação deverá ser normalizada em breve.

O Jornal de Negócios acrescenta que, sem esperar pelas orientações das autoridades de saúde, várias grandes empresas portuguesas passaram, nos últimos dias, a fornecer aos trabalhadores estas mesmas máscaras com maior capacidade de filtragem.

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