Máscaras para usar nos transportes públicos em Cascais vão ser gratuitas

Carlos Carreiras acredita que o custo das máscaras para uso em transportes coletivos não deve recair no bolso dos cidadãos. O autarca também defende que não há um "bom plano" para o regresso aos areais este verão.

As máscaras destinadas à utilização nos transportes públicos vão ser gratuitas enquanto forem obrigatórias. Carlos Carreiras, presidente da Câmara, ouvido esta manhã pela TSF, garantiu que a distribuição das máscaras está prestes a arrancar. "O transporte público em Cascais é gratuito já desde 1 de janeiro, e é para se manter gratuito", começou por explicar Carlos Carreiras.

"Há uma obrigatoriedade de se usar máscara, e a Câmara considera que a máscara não deve constituir um custo acrescido, sobretudo quando muitos já passam dificuldades económicas, e, por isso, estamos a disponibilizar gratuitamente."

As máscaras foram compradas diretamente à China, mas o município tem preparadas ferramentas de auxílio: duas máquinas compradas também na China, para fabricar máscaras. "Cada máscara, em termos de produção, até porque a matéria-prima aumentou substancialmente, fica em cerca de 16 cêntimos. Cada máquina custou 250 mil euros, mas a amortização situar-se-á nos nove cêntimos. Com a necessidade de produção e utilização de mais máscaras, este valor poderá baixar, porque será amortizado o valor da máquina."

A TSF questionou também Carlos Carreiras a propósito do plano que ainda não existe para a abertura das praias na época balnear, com regras especiais, e o autarca de Cascais está descrente numa boa solução. "Acho que não há bom plano em relação às praias, mas o que vai ser cada vez mais necessário é ficarmos na dependência da consciência de cada um e da atitude de cada um do ponto de vista cívico e do exercício dos seus direitos, mas também das suas obrigações", referiu o autarca.

"Quando muito", acrescentou Carlos Carreiras, o plano "será a tentar mitigar os riscos, e isso passa pela consciência que cada um terá durante os meses de verão". Por isso, o autarca esclarece qual a perspetiva do município: "Não somos favoráveis a que se condicione a praia através de preço, de bilhetes e torniquetes. A praia tem de continuar a ser livre para todos, mas, nesta altura, a liberdade vai estar muito dependente da consciência cívica do conjunto da comunidade. Esse equilíbrio não é fácil de fazer, mas temos de o tentar, porque o desafio é continuarmos todos dentro do mesmo barco."

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