Maternidade encerrada em Portimão. "O problema é que não há médicos pediatras"

"Um problema crónico, com uma dificuldade pontual", afirma o diretor clínico.

"Devo salientar que o problema não é tanto de obstetrícia, mas mais de pediatria", explica Horácio Guerreiro. O diretor clínico do Centro Hospitalar e Universitário do Algarve (CHUA) adianta que "foi a incapacidade da pediatria aguentar os dois serviços de urgência [Faro e Portimão]" que levou à opção de encerrar a maternidade em Portimão até à próxima segunda feira.

"A obstetrícia tem conseguido sempre mobilizar as pessoas para preencher as escalas, mas por causa das restrições que temos na pediatria optámos por fechar a maternidade em Portimão e canalizar todos os partos para Faro", adianta.

Há médicos pediatras que já passaram dos 50 anos e, por lei, não são obrigados a fazer urgências de 24 horas. "Isso não nos permite ter quatro médicos pediatras em simultâneo, dois em Faro e dois em Portimão". "Quando só está um médico num dos lados não pode garantir a urgência externa e simultaneamente garantir a segurança da maternidade", explica Horácio Guerreiro. Além disso, há também alguns clínicos de baixa médica.

O diretor do CHUA considera que em relação à obstetrícia, o problema das escalas é uma situação crónica."Cerca de 50% dos cuidados nas nossas maternidades são assegurados por prestadores externos", conta o responsável pelo CHUA.

Em relação à pediatria, Horácio Guerreiro garante que recentemente contrataram mais prestadores externos ao hospital. Em Portimão entraram há poucos meses mais dois pediatras e a expectativa do centro hospitalar é que ingressem outros dois especialistas em breve.

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