Medicina no Algarve passa a ter Faculdade

Era um dos objetivos do reitor, Paulo Águas, quando foi eleito.

O curso já existe há 10 anos mas o Ministro do Ensino Superior agora deu luz verde para que fosse criada a Faculdade de Medicina e Ciências Biomédicas na Universidade do Algarve. O reitor defende a construção de um hospital central. Era um objetivo do reitor quando foi eleito e atingiu-o.

O curso de medicina deixa de ser um simples departamento e passa a faculdade, com os órgãos respetivos e o presidente a ser eleito pelos seus pares. "Não fazia sentido que ele continuasse nesta situação de instalação [passados 10 anos] porque já deu provas", salienta o reitor.

Paulo Águas ressalva, porém, que não é intenção da futura unidade alterar os moldes do curso. Continuará a ser um mestrado integrado ao qual concorrem estudantes que já têm outra licenciatura habitualmente na área da saúde.

É uma forma, sublinha o reitor, de recrutar os mais interessados."Vêm para esta faculdade a saberem o que querem e não pelo facto de serem brilhantes alunos de 20 ou 19 de média", afirma. "Se calhar esses estudantes não têm as melhores capacidades para serem futuros médicos", acrescenta.

Desde o seu início, há 10 anos, o curso de medicina já formou 250 médicos e cerca de 40% fixam-se na região. Esse número diminui quando começa a formação na especialidade visto que há uma série de especialidades médicas que não existem nos hospitais da região.

O reitor defende, por isso, a urgência na criação do Hospital Central do Algarve, que permitiria aos futuros médicos terem maior oferta formativa.

A Nova Faculdade de Medicina e Ciências Biomédicas deverá estar a funcionar como tal e ter os seus orgãos eleitos dentro de 4 a 5 meses.

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