Meios de combate a incêndios reforçados com dispositivo na máxima capacidade

Nos próximos três meses, vão estar operacionais 11.825 operacionais, 2746 equipas, 2654 veículos e 60 meios aéreos, um aumento de 3% face a 2019.

Os meios de combate aos incêndios florestais voltam a ser reforçados esta quarta-feira, passando o dispositivo a estar na sua capacidade máxima, sendo o grande desafio conciliar esta época mais crítica em fogos com a resposta à pandemia de Covid-19.

A Diretiva Operacional Nacional (DON), que estabelece o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) para este ano, indica que os meios são reforçados hoje pela terceira vez este ano com a entrada em vigor do denominado "reforçado - nível IV", que termina a 30 de setembro.

Nos próximos três meses, vão estar operacionais 11.825 operacionais, 2746 equipas, 2654 veículos e 60 meios aéreos, um aumento de 3% face a 2019.

Entre os meios, a DON prevê, para este período, 5729 elementos pertencentes aos bombeiros voluntários, 230 operacionais da Força Especial de Bombeiros e 2200 da GNR, em que se inclui os guardas florestais, além dos quase três mil sapadores florestais.

No âmbito do DECIR está já em funcionamento a Rede Nacional de Postos de Vigia, composta por 230 postos de vigia para prevenir e detetar incêndios.

A época de incêndios tem este ano de conciliar a resposta à pandemia de Covid-19 com o combate aos fogos, nomeadamente a proteção dos operacionais envolvidos no DECIR.

A Autoridade Nacional de Emergencial e Proteção Civil já enviou a todos os operacionais envolvidos no DECIR um plano com medidas e instruções para prevenir o contágio por Covid-19, que vão desde a proteção individual, regras de higienização de espaços de descanso, alimentação e transporte dos operacionais.

Estas medidas têm como finalidade proteger os agentes de proteção civil do contágio por Covid-19 durante a época de combate aos incêndios rurais e reflete as recomendações das autoridades de saúde.

Dados provisórios do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) dão conta de que se registaram, entre 1 de janeiro e 30 de junho 2143, ocorrências de incêndios rurais, que resultaram em 3936 hectares de área ardida, 54% dos quais referente a matos, 39% a povoamentos florestais e 7% a terrenos agrícolas.

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