Mergulhar com tubarões ou subir o Kilimanjaro. Portugueses procuram viagens invulgares

Depois de termos testemunhado a ida do primeiro português ao espaço, procurámos saber se os portugueses procuram viagens com experiências raras. O guia Luís Dias explica que são cada vez mais os que procuram viagens com experiências extremas, mas que para muitos ainda são viagens inatingíveis.

A agência Papa Léguas proporciona viagens de aventura há mais de 20 anos e tem acompanhado a evolução das escolhas do público português quando querem fazer uma viagem para outra parte do mundo.

Enquanto guia e colaborador desta agência, Luís Dias explica que os viajantes portugueses procuram, cada vez mais, incluir experiências extremas no planeamento de uma viagem.

"A Papa Léguas é uma agência de experiências em viagem", começa por dizer Luís à TSF. "A maior parte das viagens que temos online incluem experiências, como a subida ao [Monte] Kilimanjaro ou um safari em África com um camião equipado, em que as pessoas podem cozinhar e dormir em tenda, e ao jantar estão a ver as estrelas, para não falar noutras atividades".

Pelo que o guia e viajante tem visto, há cada vez mais interessados: "A procura tem aumentado. Durante todos estes anos em que temos a casa aberta, a Papa Léguas tem aumentado as vendas e isso é ótimo porque os portugueses estão a querer novas experiências, fora da caixa, quando vão viajar".

No entanto, para muitos portugueses estas viagens ainda são inatingíveis. "Um simples 'trekking' a subir o Toubkal, a subida ao Kilimanjaro, ou a ida ao santuário com o João Garcia, que organizamos, são experiências que para muitos viajantes podem ser banais, mas para a maioria dos portugueses são ainda inatingíveis, mas passo a passo lá chegaremos. Há muita gente que ainda não está preparada para fazer este tipo de viagens. E não digo fisicamente, é também psicologicamente, mas tentamos que muitas das nossas viagens sejam acessíveis ao comum dos mortais, salvo seja", explica o guia.

Esta quinta-feira, o empresário português Mário Ferreira e outros cinco tripulantes cruzaram a linha imaginária do espaço na nave New Shepard. E assim surge a pergunta: será possível que daqui a uns anos as viagens de turismo espacial sejam mais vulgares? Luís Dias não hesita. Acredita que com o evoluir da tecnologia e o aumento do número de viagens, mais pessoas poderão "molhar os pés no espaço" a bordo de uma nave. "À velocidade a que a tecnologia avança e o mundo roda, não vamos esperar muitos anos para isso acontecer", afiança Luís.

Para já ainda não é qualquer turista que pode ir ao espaço, mas nada impede que na próxima viagem vá mergulhar com um tubarão-branco na Cidade do Cabo, na África do Sul. Até lá, Luís Dias deixa os parabéns a Mário Ferreira por se ter tornado no primeiro português a ir ao espaço porque "o pioneiro é sempre o primeiro".

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