Metade do dinheiro gasto no SNS é pago pelo aumento da produtividade dos portugueses

Economia poupou, em 2019, 5,4 mil milhões de euros, mais 300 milhões que no ano anterior.

Perto de metade da despesa que anualmente Portugal tem com o Serviço Nacional de Saúde (SNS) é paga com aquilo que se poupa em baixas e aumentos da produtividade dos portugueses.

A conclusão é de um estudo anualmente feito pela escola de gestão da Universidade Nova (NOVA-IMS) que procura perceber como anda a sustentabilidade do serviço público de saúde.

Só nas quebras no absentismo e aumentos de produtividade, o retorno do investimento em saúde subiu 300 milhões de euros em 2019 para cerca de 5,4 mil milhões de euros.

Na prática, são 5,4 mil milhões de euros que voltaram para a economia, num resultado que, segundo os investigadores, confirma que a saúde não deve ser apenas encarada como uma despesa, mas antes como um investimento.

O coordenador do trabalho, Pedro Simões Coelho, sublinha, aliás, que não tiveram em conta uma série de outros retornos, menos diretos e objetivos, que também se sabe que a despesa com o SNS traz ao país, nomeadamente se fosse possível atribuir "um valor económico à melhoria do estado de saúde das pessoas".

Em média, o estudo revela que o SNS poupa à economia 2,8 dias de baixa, por ano, a cada trabalhador, e evita 6,4 dias perdidos de produtividade.

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