Mil pessoas descem Avenida da Liberdade para pedir paz na Ucrânia

Além da guerra na Ucrânia, os participantes fizeram referência a outros conflitos bélicos, nomeadamente na Palestina, Síria, Líbia e Iémen.

Um milhar de pessoas desceu, este sábado, a Avenida da Liberdade, em Lisboa, para condenar a guerra e apelar à paz no mundo, nomeadamente na Ucrânia, uma ação que contou com o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa.

"Paz, sim! Guerra, não" foi o mote que guiou as cerca de mil pessoas que desfilaram desde o Marquês de Pombal até à Praça dos Restauradores, juntando perto de 80 organizações com a participação de elementos do Partido Comunista Português (PCP) e da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP-IN).

Além da guerra na Ucrânia, os participantes fizeram referência a outros conflitos bélicos, nomeadamente na Palestina, Síria, Líbia e Iémen, criticando o aumento das despesas com armamento.

A meio da Avenida da Liberdade, os manifestantes cruzaram-se com o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, que a partir dali se juntou na descida até aos Restauradores, local onde terminou a ação com um discurso da comunista Ilda Figueiredo.

Ao mesmo tempo que decorria esta manifestação na Avenida da Liberdade, desenrolou-se outra, protagonizada por cidadãos ucranianos, que, munidos de bandeiras e cartazes contra o presidente russo, Vladimir Putin, desceram também até aos Restauradores na via paralela.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Associação dos Ucranianos em Portugal, Pavlo Sadokha, que se juntou a esta ação, explicou que veio também para apelar à paz, mas defendeu a necessidade de se continuar a fornecer armas à Ucrânia.

"Viemos cá para nos juntarmos ao apelo pela paz, mas quando chegámos vimos que a mensagem que passam os organizadores não apoia a Ucrânia. Vimos que alguns organizadores comunistas estão a tentar impedir o fornecimento de armas à Ucrânia que está a defender a sua soberania. Quem quer a paz na Ucrânia tem de nos ajudar a lutar pela nossa independência e pela nossa vida", argumentou.

A Rússia lançou, a 24 de fevereiro, uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de quatro mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A guerra também causou a fuga de mais de 16 milhões de pessoas das suas casas, oito milhões das quais abandonaram o país, ainda segundo a ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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