Ministra admite falhas na resposta à pandemia da Covid-19

Marta Temido sublinha, contudo, que é prematuro fazer balanços nesta fase.

A ministra da Saúde reconhece que apesar de o reforço de meios na resposta à pandemia da Covid-19, houve aspetos que falharam e é preciso melhorar.

Ouvida esta manhã pelos deputados da Comissão de Saúde, no parlamento, Marta Temido aponta quatro aspetos nos quais o governo já está apostar: a comunicação, mais e melhor resposta ao nível da medicina intensiva, a recuperação da atividade assistencial no SNS, mas também uma melhor resposta por parte da saúde pública.

A governante recorda que "desde o início - e até quando Portugal aparecia nas páginas internacionais como um milagre - dissemos para dentro e para fora que milagres são áreas de intervenção nas quais não nos imiscuímos, são do plano de intervenção do divino" e acrescenta: "A nós cabe-nos gerir, não fazer milagres".

Para Marta Temido este ainda não é o momento para balanços: "Sempre dissemos que era prematuro avaliar aquilo que era uma maratona ao final de apenas alguns metros. Temos de ter a perceção de que agora continuamos a ter apenas alguns metros percorridos."

A ministra sublinha que "as contas estão longe de estar feitas e a avaliação deste processo não pode ser encerrada, tem de ser mantida e acompanhada".

"Neste quadro, é evidente que já tivemos momentos em que os nossos resultados eram mais encorajadores e momentos em que os nossos resultados são - como são à data - mais preocupantes e a merecerem maior atenção da nossa parte", sustenta.

Pouco depois do início da audição da ministra, Ricardo Batista Leite, deputado do PSD, mostra-se solidário com o trabalho da ministra no combate à pandemia e acusou mesmo de "deslealdade" alguns governantes do país: "Temos assistido, de facto, nas últimas semanas alguns governantes deste país e alguns autarcas a terem atitudes que eu classifico de desleais, no mínimo, para com a senhora ministra".

Ricardo Batista Leite acrescenta que "a crítica, vinda do maior partido da oposição como é o nosso caso, faz parte da vida política, sobretudo para quem exerce funções como a da senhora ministra, mas a crítica deve ser acompanhada de soluções e não a crítica pela crítica".

"A senhora ministra está a gerir um dos ministérios mais complexos do Governo, perante a maior emergência de saúde pública do último século, e, portanto, a título pessoal, mas também em nome do Partido Social Democrata, manifestar a nossa solidariedade pelo trabalho que está a desempenhar neste momento difícil", sustenta.

Na resposta, Marta Temido assegurou que as críticas não inibem a tutela: "Não nos inibe a crítica, não nos perturba no nosso funcionamento, na nossa forma de trabalhar, não nos distrai, nem nos desincentiva daquilo que é o trabalho em nome dos portugueses, porque é por eles que cá estamos, não é por mais nada."

A ministra reconhece, ainda assim, que o ministério que lidera já passou por "várias fases" na perceção da opinião publica durante estes meses de pandemia.

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