Ministra espera decisão sobre aumentos dos guardas prisionais na sexta-feira

Catarina Sarmento e Castro adianta que o salário base deve aproximar-se dos 900 euros. Sindicato desconhece a proposta, mas vê neste valor uma "boa base" de negociação.

A ministra da Justiça espera que o aumento dos salários dos guardas prisionais fique decidido na próxima sexta-feira, aproximando a remuneração base dos 900 euros.

Ouvida esta manhã no Parlamento, na discussão na especialidade do Orçamento do Estado para 2023 - em conjunto com a Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos Liberdades e Garantias -, na Assembleia da República, Catarina Sarmento e Castro adiantou que "se as negociações se concretizarem no sentido da subida dos dois níveis remuneratórios", o salário base "ficará em 899" euros.

A negociação "ainda está em cima da mesa e é o ponto de partida", explicou a governante. A discussão acontece na próxima sexta-feira, dia 11, e desta sairá uma "decisão definitiva" quanto ao valor dos aumentos.

Os guardas prisionais desconhecem a proposta da ministra, mas assinalam que há condições para que as negociações comecem bem e, em declarações à TSF, Carlos Sousa, presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP), assinala que os 899 euros "seriam uma boa base de argumentação".

Ainda assim, somado a "todos os suplementes e subsídios", o valor da proposta do Governo "subirá pouco mais a atratividade da carreira".

Para os guardas, a "estagnação da carreira, os concursos que não abrem e as promoções que não ocorrem" são os problemas que geram maior desconforto e, não havendo mudança, "as greves são para manter".

Estão marcadas paralisações dos guardas prisionais para os dias 18 e 21 de novembro, estando garantidos os serviços mínimos nos dois dias de greve.

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