Ministro diz que caso de Ihor Homeniuk é único. Outras duas mortes estão ligadas a estupefacientes

Em duas mortes ocorridas nos últimos dez anos no SEF do Aeroporto de Lisboa "foram verificadas causas naturais".

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, garantiu esta terça-feira que o caso de Ihor Homeniuk, um cidadão ucraniano que morreu às mãos do SEF, é único, mas confirma outras duas mortes ocorridas no SEF do Aeroporto de Lisboa.

Em duas mortes ocorridas nos últimos dez anos - 2014 e 2019 - no SEF do Aeroporto de Lisboa "foram verificadas causas naturais", garante o ministro. Ambas as situações envolviam transporte de droga", adianta Eduardo Cabrita na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias sobre "recentes informações relativas à morte de um cidadão ucraniano que se encontrava à guarda do SEF no espaço equiparado a Centro de Instalação Temporária do Aeroporto de Lisboa".

Ministro confirma que certidão de óbito de Ihor indicava "morte por causas naturais"

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, sublinha que o que se passou em relação à morte do cidadão ucraniano Ihor Homeniuk às mãos do SEF, "para um país que é uma referência global" no que diz respeito a migrações, é uma situação que deixa Portugal "envergonhado" e confirma que a primeira certidão de óbito de Ihor indicava "morte por causas naturais".

"É preciso fazer mais, é preciso apurar a verdade e fazer alterações", nota o ministro.

Cabrita quer que a situação seja analisada nos planos criminal, disciplinar e das alterações estruturais necessárias.

Com uma acusação já deduzida, o ministro pode "dar informações que são hoje relevantes" e que antes constituiriam uma "grosseira violação do segredo de justiça".

A primeira participação ao DIAP aconteceu no dia 12 de março, "dando nota de que estávamos perante uma situação de morte por causas naturais, titulado com base numa certidão de óbito por médico identificado, que apontava como causa da morte uma paragem cardiorrespiratória". O ministro entregou o documento aos deputados.

Os factos sobre o médico e enfermeiro envolvidos "foram participados quer à Ordem dos Médicos, quer à Ordem dos Enfermeiros".

O inquérito que se seguiu, levado a cabo pela PJ, permitiu identificar que "tragicamente, estas condições não eram reais".

A autópsia, datada de dia 23 e que indicava "causas que não têm nada a ver com o que estava identificado na certidão de óbito", só foi comunicada ao DIAP no dia 29, o que levou a que só fossem realizadas detenções no dia 30 de março.

ACOMPANHE AQUI A COMISSÃO EM DIRETO

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de