Misericórdias disponíveis para ajudar a colmatar falta de médicos de família no SNS

Manuel Lemos garante que as misericórdias desempenham com "muito sucesso" um papel de alternativa na zona de Setúbal há quatro anos.

O presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP), Manuel Lemos, defende que o setor social pode ajudar a colmatar a falta de médicos de família no Serviços Nacional de Saúde. E se, como a TSF deu conta esta manhã, uma das propostas da Iniciativa Liberal na área da Saúde para alterar o Orçamento do Estado na fase de especialidade é a de que, a partir de setembro, quem não tem médico de família possa procurá-lo no privado - ficando o pagamento a cargo do Estado -, Manuel Lemos lembra que as Misericórdias já assumem essa responsabilidade há "cerca de quatro anos" em Setúbal e nos concelhos circundantes.

A proposta para este mecanismo partiu do então ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, e tinha por objetivo "colmatar uma enorme carência de médicos" na área. A experiência desenvolve-se desde aí com "muito sucesso" e com os utentes, garante Manuel Lemos, a "gostarem muito" dos médicos das Misericórdias.

"Talvez valesse a pena fazer uma boa avaliação dessas consultas e alargá-las para fazermos mais, porque temos capacidade", garante o responsável, "desde que o Estado pague preços justos", sendo que o setor social "não quer ganhar dinheiro com isto, só quer é pagar aos profissionais".

A UMP faz, na situação atual, 400 consultas diárias em Cuidados Primários e Manuel Lemos defende que está na altura do Estado repensar a estratégia, mas para já o balanço dos utentes é "extremamente positivo" e há mesmo, conta, quem peça nos centros de saúde para ver os "médicos da misericórdia".

"Valia a pena com calma, sem estados de alma nem preconceitos, sentarmo-nos a conversar sobre isso, porque podemos efetivamente ajudar", garante.

Em relação à proposta liberal para reduzir as listas de espera das consultas e cirurgias no SNS, Manuel Lemos afirma que não traz nada de novo porque, tanto os privados como o setor social, têm vindo a contribuir para a diminuição das mesmas.

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