Misericórdias querem vacinação rápida nos lares e regras para quem recuse a vacina

A questão surge depois de uma utente de um lar de Faro ter falecido com Covid-19 após ter tomado a 1.ª dose da vacina. Nesse lar, várias funcionárias recusaram ser vacinadas.

O que está a acontecer num lar em Faro é um exemplo do que pode acontecer noutros lares do país. Pessoas que voltam a ser infetadas com Covid-19 - ou por não terem sido ainda vacinadas, ou porque só têm a primeira dose da vacina.

Dos 15 utentes infetados no lar da Torre Natal, no concelho de Faro, só dois não tinham ainda recebido a primeira dose da vacina. Mas, neste caso, há ainda outro dado a considerar: entre as 21 pessoas que ficaram doentes, incluem-se quatro funcionárias que recusaram ser vacinadas.

O presidente da União das Misericórdias considera que a Direção-Geral de Saúde (DGS) devia ter sido muito clara em estabelecer normas precisas para as pessoas que trabalham com idosos.

"Ora a DGS foi muito clara em dizer que quem não quisesse ser vacinado, não seria", lamenta Manuel Lemos.

"Mais uma vez, acho que o limite da liberdade de cada um... estamos perante um caso de segurança pública", exclama. "Devia ser a DGS a sair com uma norma dizendo que pessoas que, pelas suas funções, põem em risco a vida de outras deviam ser vacinadas."

O presidente das Misericórdias Portuguesas estima que ainda faltem 8 mil pessoas nos lares por vacinar e afirma não compreender como é que nesta altura esta situação ainda acontece. Defende que a task force devia ir lar a lar fazer essa vacinação e mais uma vez considera que a DGS podia ter regras mais claras para não confundir as pessoas.

"Há orientações um bocado flutuantes, para utilizar um termo levezinho", afirma. Lembra que a DGS tanto diz que "quem teve Covid tem que deixar passar 180 dias, depois 90", e estas alterações dão lugar "a todas as teorias da conspiração", lamenta.

"Há aqui um capital de revolta e o que é importante, que é vacinar as pessoas, não está a acontecer", conclui.

LEIA AQUI TUDO SOBRE A COVID-19.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de