Mortalidade após vacinação contra Covid? "Maior parte das pessoas tem as duas doses"

Graça Freitas explica que "mortalidade está de acordo com o que seria expectável com a efetividade da vacina" e adianta que a maioria das vítimas foi vacinada com doses do tipo mRNA.

A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, explicou, esta terça-feira, que a mortalidade diária tem ocorrido, predominantemente, em pessoas muito idosas e doentes, a maioria já com as duas doses da vacina.

"Há pessoas [vítimas da Covid-19] que têm duas doses da vacina - o que não é de estranhar, porque a vacina não é tão efetiva nos mais velhos -, há pessoas só com uma dose da vacina e outras sem nenhuma dose da vacina. É uma mortalidade que está de acordo com o que seria expectável com a efetividade da vacina. A maior parte das pessoas tem as duas doses da vacina, mas não nos podemos esquecer que [com] a variante Delta, mesmo com as duas doses, há uma faixa etária da população que não fica imunizada", explicou.

Graça Freitas adiantou também que estas pessoas "estão praticamente todas vacinadas, com vacinas mRNA", ou seja, da Pfizer ou da Moderna.

"Estas pessoas estão quase todas vacinadas e receberam as marcas de vacinas que eram aconselhadas para este grupo etário. Faz parte da sua efetividade. O que está a acontecer está de acordo com o que é esperado", reforçou.

Já em relação à vacinação dos jovens, Luís Graça, professor e membro da Comissão Técnica de Vacinação Covid-19, afirmou que a maior parte dos adolescentes que não têm doenças após apanharem o vírus ficam apenas com uma doença ligeira que se resolve sem sequelas.

"Quando olhamos para o número de casos por população entre os 12 e 15 anos, é significativamente menor do que o número de casos na faixa etária dos 18 anos. Existe unanimidade em mostrar que as pessoas que são vacinadas têm uma menor probabilidade de infeção e de transmitir", sublinhou o membro da comissão técnica de vacinação.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou, esta terça-feira, alterações às recomendações de vacinação contra a Covid-19 das crianças e adolescentes dos 12 aos 15 anos. Em vez de apenas nos casos em que há comorbilidades, a autoridade de saúde passa agora a recomendar a vacinação de todos os jovens desta faixa etária.

Numa nota enviada à comunicação social e em conferência de imprensa, a DGS informou que, depois de ouvida a Comissão Técnica de Vacinação contra a Covid-19, "recomenda a vacinação de todos os adolescentes de 12-15 anos".

"Esta recomendação, que surge na sequência da análise dos dados de vacinação nestas faixas etárias, nos EUA e na UE, tem um caráter universal, pelo que as vacinas estarão disponíveis para os adolescentes, acompanhado(s) pelo(s) pai(s)/tutor legal, sem necessidade de indicação médica", esclarece a autoridade de saúde.

Ainda não há data definida para o arranque da vacinação desta faixa etária, mas a DGS prevê que coincida com o início do ano letivo ou até antes e remete a organização logística do processo para a task force coordenada pelo vice-almirante Henrique Gouveia e Melo.

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