Mortalidade cresceu só entre quem tem mais de 75 anos

INE diz que é cedo para tirar conclusões sobre o que aconteceu em março sem se conhecerem causas de morte, mas Covid-19, menos idas aos hospitais e redução da sinistralidade podem estar a fazer diferença.

O aumento da mortalidade em março, por todas as causas de morte e não apenas pela Covid-19, afetou em muito maior escala os portugueses com mais de 75 anos.

A conclusão é do Instituto Nacional de Estatística (INE) em números que divulgou esta quinta-feira sobre a Covid-19 e a mortalidade no país desde que a doença surgiu em Portugal a 2 de março.

Em todo o mês de março Portugal contou 10 224 mortos, mais 233 que em igual mês de 2019, mas menos 277 que em 2018.

O maior aumento de óbitos aconteceu nos homens (+171; nas mulheres até diminuíram, -62) e nas idades mais avançadas.

Em março faleceram mais 348 portugueses com 75 ou mais anos que no mesmo mês de 2019, enquanto que entre quem tem menos de 75 anos aconteceu uma redução (-115).

O INE diz que é cedo para tirar conclusões sobre o aumento global da mortalidade sem estarem ainda disponíveis conclusões sobre as causas de morte.

No entanto, a autoridade nacional de estatísticas admite que já se note o "impacto direto da pandemia" ou impactos indiretos "em consequência de uma maior vulnerabilidade associada a outras doenças", bem como impactos "colaterais" como o "efeito de uma menor propensão de recurso aos serviços de saúde por pessoas com doenças de risco".

Finalmente, é possível que se registe uma redução da mortalidade nas idades mais novas resultado da "redução de acidentes de vária natureza, como os que decorrem de acidentes de viação".

Ovar e Resende lideram casos de Covid-19

Nos números agora divulgados o INE também apresenta dados de doentes por Covid-19 tendo em conta o tamanho da população de cada concelho.

Dos 308 municípios portugueses, no topo, com mais de 50 casos por 10 mil habitantes, surgem Ovar e Resende.

Seguem-se, com valores igualmente muito elevados, Valongo com cerca de 40 e mais três municípios contíguos da Área Metropolitana do Porto: Porto, Maia e Gondomar com perto de 35 casos por 10 mil habitantes.

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