Mortalidade materna em Portugal "um pouco acima da média", mas número pode não ser este

O diretor do serviço de obstetrícia do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte diz à TSF ser necessário avaliar cuidadosamente os casos e esclarece que muitas mulheres estrangeiras escolhem Portugal para ter filhos, o que pode justificar os valores da mortalidade materna.

Morreram doze mulheres por cada cem mil nascimentos em Portugal, em 2020, segundo o relatório divulgado esta quinta-feira pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Para Diogo Ayres-de-Campos, esta estimativa não está fechada, podendo o número ser inferior, e "o importante é a avaliação cuidadosa de todos os casos".

"Estamos com uma mortalidade materna um pouco acima da média", comparando com os valores da Europa do Sul e da Europa do Oeste, afirma o diretor do serviço de obstetrícia do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte, em declarações à TSF, acrescentando: "Mas, enfim, os números são pequenos."

Segundo o mesmo responsável, há casos relatados nos hospitais que "não são verdadeiras mortes maternas", estando em curso uma avaliação pormenorizada da Direção-Geral da Saúde.

Além disso, Diogo Ayres-de-Campos esclarece que muitas mulheres estrangeiras, com "menos cuidados e menos informação", têm escolhido Portugal para receber cuidados de saúde maternos, o que "tem influência na nossa mortalidade".

O relatório, elaborado pela OMS em nome do grupo interagências de estimativa da mortalidade materna das Nações Unidas - que integra ainda a Unicef, o Fundo das Nações Unidas para a População, o Banco Mundial e a Divisão de População do Departamento de Assuntos Económicos e Sociais da ONU -, rastreia as mortes maternas à escala nacional, regional e global de 2000 a 2020 e mostra que houve 287 mil mortes maternas em todo o mundo em 2020.

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