"Chapas em espanhol." Motoristas da Carris Metropolitana não entraram ao serviço

Sindicato acusa Transportes Metropolitanos de Lisboa de alterar serviços em cima da hora. Motoristas tinham documentos escritos em espanhol com circuitos que desconheciam.

Os motoristas da Carris Metropolitana ao serviço da empresa Alsa no Montijo não entraram esta segunda-feira ao serviço de forma habitual. Os trabalhadores alegaram problemas operacionais que os deixaram sem saber que trajetos iriam fazer.

"Os serviços foram distribuídos à última da hora, em chapas que estavam escritas em espanhol e com percursos que os motoristas desconheciam", referiu à TSF Fernando Araújo, do Sindicato dos Transportes Rodoviários e Urbanos.

"O novo operador Alsa, no nosso entender, não deram formação necessária aos nossos motoristas e eles não puderam entrar ao serviço", lamenta, sublinhando que "os trabalhadores fizeram uma paragem espontânea".

Segundo o sindicalista, a empresa Alsa diz que os problemas têm origem na Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML). "Informou-nos que a TML esteve ontem às 17h30 a alterar 16 serviços", não sendo possível organizar os circuitos, indica Fernando Araújo, com todos os motoristas.

Contactado pela TSF, o administrador do operador público remeteu responsabilidades para a empresa que venceu o concurso, adiantando que iriam reunir para entender os motivos que levaram à paragem dos serviços.

Os novos autocarros amarelos da Carris Metropolitana começaram a operar em 1 de junho em Alcochete, Moita, Montijo, Palmela e Setúbal, num primeiro passo para uniformizar os transportes rodoviários de passageiros em toda a Área Metropolitana de Lisboa (AML).

Os autocarros destes concelhos têm também desde quarta-feira passada uma nova numeração das carreiras, novos horários, uma redução de 902 tipos de bilhetes para apenas três, novo 'design' nos passes e bilhética e algumas, embora poucas, alterações à localização das paragens.

A nova operadora metropolitana foi criada para uniformizar o serviço público rodoviário nos 18 municípios da AML.

Foram criadas quatro zonas de operação, duas envolvendo municípios da margem norte do Tejo e outras duas na margem sul.

A 'área 1' inclui Amadora, Cascais, Lisboa, Oeiras e Sintra, a 'área 2' Loures, Mafra, Odivelas e Vila Franca de Xira, a 'área 3' Almada, Seixal e Sesimbra e a 'área 4' Alcochete, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela e Setúbal.

Nas restantes áreas, a operação começará dentro de um mês, em 1 de julho.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de