"Não há tragédia maior do que esta." Bastonários escrevem carta a ministra da Saúde

É um alerta em forma de carta aberta. O atual e cinco antigos bastonários da Ordem dos Médicos escreveram uma carta à ministra da Saúde para dizer que é urgente mudar a estratégia do Serviço Nacional de Saúde.

É um alerta em forma de carta aberta. O atual e cinco antigos bastonários da Ordem dos Médicos escreveram uma carta à ministra da Saúde para dizer que é urgente mudar a estratégia do Serviço Nacional de Saúde.

Miguel Guimarães, Gentil Martins, Carlos Ribeiro, Germano Sousa, José Manuel Silva e Pedro Nunes confessam a angústia e a preocupação com a segunda fase da Covid-19 numa carta aberta publicada no Público. Acusam o ministério da Saúde de não ter aprendido a lição nos meses que passaram e alertam que é preciso mudar já.

Para os bastonários, "não há tragédia maior do que esta", de se saber que o Serviço Nacional de Saúde não tem capacidade de resposta, nas próximas semanas e meses, para ajudar os doentes. E lembram que, na segunda fase da pandemia, o SNS vai sofrer uma nova pressão e, sem mãos a medir, as consequências podem ser dramáticas para os doentes.

Os seis médicos lembram os números: na 1.ª fase, a Covid-19 afetou 100 mil cirurgias, seis milhões de consultas nos hospitais e centros de saúde e 17 milhões e meio de exames. Com a angústia de quem conhece os doentes pelo nome, os bastonários alertam que precisam de uma resposta imediata.

Um apelo à ministra Marta Temido, sublinhando que é preciso um investimento de grande envergadura no SNS, envolvendo os setores de saúde sociais e privados.

Os bastonários escrevem ainda que este é o momento de liderar uma resposta global, de recuperar as listas de espera e os potenciais doentes perdidos, valorizar os profissionais de saúde, proteger melhor os idosos nos lares e unir os portugueses, para que ninguém volte a ficar para trás.

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