"Não podemos ficar indiferentes." Ordem dos Advogados exige estratégia para idosos

Representante da Comissão dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados afirma que, a par de outros grupos como os reclusos e os sem-abrigo, também os idosos ficaram numa situação mais vulnerável com a pandemia.

Representante da Comissão dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados afirma que, a par de outros grupos como os reclusos e os sem-abrigo, também os idosos ficaram numa situação mais vulnerável,
Preocupada com possíveis violações dos direitos humanos, a Ordem dos Advogados exige uma estratégia dirigida aos idosos. Mariana Ferreira Macedo, da Comissão dos Direitos Humanos da entidade, defende esta estratégia perante várias denúncias.

"O nosso intuito é prevenir potenciais violações dos direitos humanos. Temos assistido a um número elevado de surto em lares no país e, consequentemente, mortes nesta população especialmente frágil. Nesse sentido, não podemos ficar indiferentes, também nos chegaram algumas denúncias de determinados surtos", explicou à TSF Mariana Ferreira Macedo.

A representante da Comissão dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados afirma que, a par de outros grupos como os reclusos e os sem-abrigo, também os idosos ficaram numa situação mais vulnerável a potenciais violações.

"O que nos preocupa tem a ver, nomeadamente, com o direito à saúde, à dignidade e violação do direito fundamental à vida como consequência destes surtos e falta de mitigação do vírus como deve ser. A Comissão dos Direitos Humanos também tem estado atenta e denunciado os casos das prisões e sem-abrigo", afirmou a responsável da Comissão dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados.

Para prevenir, a entidade tem várias propostas que quer ver discutidas.

"Uma delas tem a ver com a estratégia de testagem. Sendo certo que quem é transmissor do vírus nos lares de idosos são os colaboradores, uma das nossas propostas tem precisamente a ver com uma testagem periódica dos trabalhadores. Outra das propostas de grande preocupação para o setor tem a ver com a questão dos recursos humanos. Sendo certo que já existem as brigadas de ação rápida, também nos foi transmitido que poderiam ser insuficientes", acrescentou Mariana Ferreira Macedo.

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