"Não podemos ficar pelas vacinas." Continua a procura por um tratamento eficaz

Infecciologista Fernando Maltez explica que medicamentos apontados como promissores no combate aos sintomas de Covid-19 ainda estão "em fase experimental".

Apesar de já existirem vacinas contra a Covid-19, é essencial continuar a investigar potenciais medicamentos para tratar doentes infetados pelo coronavírus, defende o infecciologista Fernando Maltez.

"Não podemos ficar pelas vacinas. O ideal é que existisse também um tratamento eficaz sobre os infetados", disse o diretor do Serviço de Infecciologia do Hospital Curry Cabral, em declarações à TSF.

Há milhões de pessoas infetadas em todo o mundo, e muitos doentes vão desenvolver um quadro de "covid crónico", acrescenta, não se sabendo quanto tempo se podem prolongar no tempo as sequelas da doença.

Sobre os vários medicamentos apontados como promissores no combate aos sintomas de infeção pelo coronavírus, como a Plitidepsina e a Colquicina, Fernando Maltez lembra que nenhum está aprovado, todos estão ainda "em fase experimental".

O único fármaco até agora autorizado pelo Comité de Medicamentos de Uso Humano da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) para o tratamento da Covid-19 foi o antiviral Remdesivir, e o único que "mostrou eficácia terapêutica sem margem para dúvidas" foi a dexametasona, um medicamento corticosteroide indicado como opção de tratamento para os doentes que requerem terapia suplementar com oxigénio ou necessitam de suporte ventilatório.

LEIA AQUI TUDO SOBRE A PANDEMIA DE COVID-19

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de