"Não sou arguido em nenhum processo." Empresa de Mário Ferreira Douro Azul alvo de buscas

Em causa estarão suspeitas de fraude fiscal qualificada no negócio da compra e venda do navio Atlântida.

A empresa de Mário Ferreira Douro Azul, responsável pelos cruzeiros no Douro, está a ser alvo de buscas pela Autoridade Tributária e pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), avança o Correio da Manhã. Em causa deverão estar suspeitas de fraude fiscal qualificada no negócio da compra e venda do navio Atlântida.

Em comunicado, o Ministério Público confirma as buscas na "Operação Ferry", acrescentando que foram realizadas em "oito sociedades", entre as quais "sociedades de advogados".

As investigações decorrem no Funchal e no Porto, bem como em Malta, onde participam "dois magistrados judiciais, cinco magistrados do Ministério Público, 19 inspetores e peritos forenses da DSIFAE e 12 elementos da Unidade de Ação Fiscal da GNR".

"As diligências visam a recolha de prova relacionada com a alienação de um ferry a uma sociedade com sede em Malta. Os factos em investigação são suscetíveis de constituir a prática dos crimes de fraude fiscal qualificada e branqueamento. A investigação prossegue sujeita a segredo de justiça", pode ler-se ainda na nota.

Respondendo a estas acusações, Mário Ferreira, que é também o maior acionista da Media Capital, afirma, numa publicação na rede social Facebook, que "o Correio da Manhã uma vez mais lança um ataque feroz", relembrando que "o meu "amigo" Paulo Fernandes, em Maio de de 2020, prometeu-me que me "destruía a vida" caso eu avançasse com a compra da Media Capital".

"Eles sabem que não estou acusado de nada, não sou arguido em nenhum processo", diz.

"A união de Ana Gomes a enviar cartas com falsas acusações e o CM em parceria a aproveitar para fazer notícias, parece para eles um modelo virtuoso para vender jornais... Ao meu "amigo" Paulo irei sempre responder com obra feita e nunca lhe farei a ele aquilo que não gosto que me estejam a fazer a mim, são estilos", conclui.

A TSF também já tentou contactar o empresário Mário Ferreira, mas sem sucesso.

O Ministério Público (MP) já tinha aberto um inquérito para investigar o negócio, que está a ser alvo de dois processos. Um deles diz respeito a suspeitas de administração danosa na venda do barco que os Estaleiros Navais de Viana do Castelo fizeram a uma empresa de Mário Ferreira, em setembro de 2014, por 8,75 milhões de euros. Num outro processo, estão a ser investigadas suspeitas de eventual fraude fiscal na venda do "Atlântida" por 17 milhões de euros a uma firma norueguesa, oito meses depois, por uma empresa de Mário Ferreira que estaria então sediada em Malta.

Na terça-feira, o jornal Público divulgou que mais de metade dos apoios já aprovados para ajudar as empresas a recuperar da pandemia vai para o empresário Mário Ferreira, dono da Pluris Investments. Trata-se de 40 milhões de euros de um bolo total de quase 80 milhões. Contudo, o dono dos barcos de cruzeiros no Douro recusa que esteja a ser beneficiado.

Já o Bloco de Esquerda avançou que quer ouvir, no parlamento, a presidente do Banco Português de Fomento sobre o investimento aprovado à candidatura para a Pluris Investments, do empresário Mário Ferreira.

* Notícia atualizada às 13h01

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