"Não vai ser travada." Ministro contraria decisão autárquica sobre linha circular do Metro de Lisboa

A linha circular é "a que melhor serve a cidade de Lisboa", afirma à TSF o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes.

Não há travão nenhum. A linha circular do Metro de Lisboa vai mesmo para a frente. A garantia é dada à TSF pelo ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes. A Câmara de Lisboa aprovou, esta quarta-feira, uma proposta do PCP que recomenda ao Governo a suspensão das obras da linha circular do Metro, mas o ministro alega que a obra já está em curso e que esta é a melhor solução para a cidade.

"Não vai ser travada a construção da linha circular. Muito já foi investimento, a obra está em curso, faz todo o sentido a construção da linha circular. É a linha que melhor serve a cidade de Lisboa", admite Matos Fernandes.

A recomendação contou com o apoio do novo autarca Carlos Moedas, que é contra o avanço da obra. João Pedro Matos Fernandes afirma que não foi o Governo quem iniciou qualquer conflito.

"Quem começou o conflito foi a Câmara. Nós não vamos alimentar conflito nenhum, queremos mesmo é que Lisboa tenha uma rede de transportes que sirva os lisboetas, que sirva quem cá vem e que, obviamente, contribua para o reforço do transporte coletivo", considera.

Para Matos Fernandes travar a obra seria até um desprestígio a nível internacional, dado que "está financiada por Bruxelas".

"É uma obra que terá que ser levada até ao fim", acrescenta.

A Câmara Municipal de Lisboa aprovou uma moção do PCP que manifesta "viva oposição" à linha circular do Metropolitano e insta o Governo à "reavaliação imediata" do projeto, desistindo inclusive da obra dos viadutos do Campo Grande.

A iniciativa dos comunistas que visa suspender o projeto da linha circular do Metropolitano foi aprovada com os votos a favor dos eleitos pela coligação "Novos Tempos" (PSD/CDS-PP/MPT/PPM/Aliança), do PCP e do BE, e com os votos contra dos eleitos pela coligação "Mais Lisboa" (PS/Livre), que apenas votaram favoravelmente a definição de prioridades na expansão da rede.

O vereador do PCP João Ferreira explicou que a moção aprovada pelo executivo visa "manifestar a sua viva oposição à concretização do projeto da linha circular" e "instar o Governo a determinar ao Metropolitano de Lisboa a reavaliação imediata de todo o processo relativo à construção da Linha Circular, incluindo a instrução ao Metropolitano de Lisboa para não assinar a consignação da obra dos viadutos do Campo Grande".

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, já reagiu e defendeu a suspensão da linha circular do Metropolitano, no âmbito da aprovação de uma moção do PCP nesse sentido, e reiterou a proposta de uma linha "em laço".

"Estou, naturalmente, satisfeito com a aprovação desta moção contra a linha circular do Metro, porque reforça o que tenho referido sempre sobre esta opção", afirmou o social-democrata Carlos Moedas, numa reação áudio enviada à agência Lusa.

Na perspetiva de Carlos Moedas, o projeto da linha circular do Metropolitano de Lisboa "é um erro, está longe de ser a melhor opção para servir a cidade, deve ser seriamente ponderada a alteração de algumas das propostas e em muitos casos corrigir mesmo para melhores soluções que sirvam os lisboetas e quem se desloca e trabalha na cidade".

* com Lusa

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