Advogado da família da vítima: "Não vi declarações de Eduardo Cabrita no processo"

O advogado do trabalhador que morreu atropelado pelo carro onde seguia Eduardo Cabrita na A2 falou à saída do DIAP de Évora.

O advogado da família do trabalhador que morreu atropelado na A2 pelo automóvel em que seguia o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, disse que "não viu declarações" do governante no processo.

"Não vi declarações do ministro Eduardo Cabrita. Vi as declarações de praticamente todos os outros indivíduos que vinham nas viaturas. Os condutores das três viatura, obviamente os trabalhadores que estavam no local, também gente da Brisa e gente da Aquajardim, mas não vi que tenham interrogado o senhor ministro", disse José Joaquim Barros, advogado da família de Nuno Santos.

Sobre o processo, o advogado afirma que "procuradora fez uma leitura correta dos factos" e que a velocidade apurada em perícia é adequada. "Demorei duas horas a consultar o processo e, de tudo aquilo que vi, parece-me que a senhora procuradora, no despacho de acusação fez uma leitura correta dos factos", explica.

O advogado da família do trabalhador também esclarece que "é evidente que teoricamente é possível acusar também o ministro da Administração Interna, como a pessoa cuja responsabilidade é superior naquela deslocação".

"Em todo o caso, não é fácil face ao quadro jurídico português. Aquilo que é importante neste caso é a responsabilidade do Estado. O senhor ministro ia na viatura, obviamente que as viaturas iam em serviço do Estado. Ainda não analisei concretamente todas as questões, mas teremos de pensar, talvez, na responsabilidade civil que é, por princípio de adesão, formulada aqui neste processo-crime", completa.

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