Navio patrulha em missão na Madeira substituído devido a 12 casos positivos

Os militares com teste positivo foram transferidos para uma unidade hoteleira.

O navio patrulha costeiro NRP Douro, em missão na Zona Marítima da Madeira, vai ser substituído depois de 12 dos 26 militares terem testado positivo à Covid-19, anunciou este sábado a Marinha Portuguesa.

"Após sintomas de falta de paladar por parte de um militar, toda a guarnição foi submetida a testes PCR, os quais revelaram 14 casos positivos e 12 negativos", adianta a Marinha, numa nota publicada no seu 'site'.

A Marinha Portuguesa salienta que todos os procedimentos previstos para estes casos foram cumpridos com "o apoio e coordenação das autoridades sanitárias do Funchal".

Os militares não apresentam um quadro clínico com gravidades. Estão todos vacinados e poucos têm sintomas, como referiu à TSF, a porta-voz da Marinha, Nádia Rijo.

"De uma forma genérica, os militares estão praticamente assintomáticos", disse, acrescentando que "estão medicados para alguns sintomas ligeiros associados a sintomas compatíveis com a constipação".

Nádia Rijo referiu que "a situação não inspira nenhum cuidado de maior".

Os militares com teste positivo foram transferidos para uma unidade hoteleira e os restantes mantêm-se a bordo do navio a cumprir isolamento profilático.

Todos os elementos "encontram-se bem", refere a nota.

A nível operacional, "o NRP Sines, em missão atualmente, vai reforçar o dispositivo naval padrão na Zona Marítima da Madeira, cumprindo todas as missões previstas".

O navio patrulha costeiro NRP Douro estava a cumprir uma missão de três meses na Madeira, que teve início em 15 de julho.

O navio partiu dia 13 de julho da Base Naval de Lisboa para uma missão de três meses na Zona Marítima da Madeira, para efetuar ações de fiscalização, controlo, busca e salvamento, anunciou a Martinha Portuguesa na altura.

"A embarcação, comandada pela primeiro-tenente Diana Oliveira Martins Azevedo, fica a partir de quinta-feira [15 de julho] encarregada de zelar pela segurança da Zona Económica Exclusiva ao largo do arquipélago", lia-se numa nota divulgada na ocasião.

A pandemia de Covid-19 fez pelo menos 4.268.017 mortos em todo o mundo, entre mais de 200,8 milhões de casos de infeção pelo novo coronavírus, desde que a OMS detetou a doença na China em finais de dezembro de 2019, segundo o último balanço da France-Press com base em dados oficiais.

Em Portugal, desde o início da pandemia, em março de 2020, morreram 17.457 pessoas e foram registados 984.985 casos de infeção, segundo a Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil e Peru.

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