"Notícia perturbadora para todos." Ordem dos Psicólogos aconselha apoio psicológico a alunos da FCUL

Vice-presidente da Ordem dos Psicólogos afirma que, com o pouco que se sabe sobre o agressor, é muito difícil fazer uma leitura do perfil deste jovem.

Perante os relatos de que muitos alunos tiveram ataques de pânico e ficaram com medo de estar na universidade depois de se saber que um estudante preparava um atentado, Renata Benavente, vice-presidente da Ordem dos Psicólogos, diz que é fundamental que seja disponibilizado apoio psicológico para que, no futuro, não fiquem marcas.

"É muito natural que quem seria o alvo deste possível ataque sinta dificuldade em fazer a sua vida normal e regressar à faculdade com naturalidade porque isto, realmente, é uma notícia que é perturbadora para todos, sobretudo para estes estudantes. Lembrar que ainda são pessoas que estão numa fase do seu próprio desenvolvimento e para quem notícias deste tipo podem ser muito perturbadoras e gerar ansiedade e dificuldade em gerir do ponto de vista emocional informação desta natureza, que é, de facto, bastante preocupante. É importante, desde logo, assegurar que esta notícia é tratada de forma enquadrada junto destes estudantes e prevenir o desenvolvimento de alterações relacionadas com ansiedade, sintomas depressivos e situações mais graves como ataques de pânico", explicou à TSF Renata Benavente.

Sabe-se que o agressor era alguém solitário, viciado em videojogos e sem contactos sociais. Renata Benavente sublinha que é muito difícil fazer uma leitura do perfil deste jovem de 18 anos.

"Avaliações sobre as características deste jovem, eventual existência de psicopatologia e perturbação de personalidade requer naturalmente um processo de avaliação mais cuidado, que requer naturalmente um procedimento de avaliação mais cuidado que pode passar por entrevistas clínicas e utilização de instrumentos de avaliação psicológica. Estes dados são muito insuficientes para podermos traçar um perfil. Seria, à partida, alguém que já estaria a dar alguns sinais de dificuldades do ponto de vista relacional e de isolamento social, com muito tempo dedicado ao consumo de videojogos e desse tipo de plataformas digitais. Tudo isto remete para algumas dificuldades de funcionamento, mas é difícil avançarmos com hipóteses diagnósticas", acrescentou a vice-presidente da Ordem dos Psicólogos.

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