Nova norma para contactos próximos de infetados não impede realização de testes

O diretor do Departamento da Qualidade na Saúde da DGS, Valter Fonseca, garante à TSF que todas as pessoas consideradas de risco vão continuar a fazer o teste.

A Direção-Geral da Saúde esclarece que a norma sobre o rastreio que é feito às pessoas que tiveram contacto próximo com alguém infetado com Covid-19 não impede a realização de testes. As dúvidas sobre esta norma são levantadas pela Ordem dos Médicos. O bastonário dos médicos Miguel Guimarães diz este sábado ao jornal Expresso que a DGS está a violar a principal regra da OMS que manda "testar, testar e testar".

Em entrevista à TSF, o diretor do Departamento da Qualidade na Saúde da DGS, Valter Fonseca, garante que todas as pessoas consideradas de risco vão continuar a fazer o teste: "Todos os contactos de risco são avaliados de acordo com o risco de infeção e testados sempre que esteja indicado."

Valter Fonseca explica que "a norma esclarece quais são as situações de maior risco de infeção para suportar a decisão das autoridades de saúde que são soberanas nestas decisões de saúde pública; são as situações de clusters e surtos onde a realização de testes pode contribuir para a interrupção das cadeias de contacto e sempre que a exposição seja prolongada ou de muito alto risco."

Além disso, Valter Fonseca lembra que o isolamento dos contactos próximos continua a ser fundamental para evitar o contágio: "A principal medida que se aplica a todos os contactos de alto risco é o isolamento. Essa é a medida que comprovadamente permite a interrupção de cadeias de transmissão e que está recomendada desde o início da pandemia. Essa medida é aplicada independentemente da realização de teste a todos os contactos."

O diretor do Departamento da Qualidade na Saúde da DGS lembra ainda que é muito importante que os testes sejam feitos de forma adequada, ou seja, "esta norma, ao vir esclarecer e clarificar as condições para a realização de testes e a deixar sempre à decisão das autoridades de saúde em função do risco de infeção de cada pessoa individual, permite que os testes sejam aplicados de forma adequada, nunca restringindo a sua realização."

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