Nova ponte sobre o Douro? Plano Diretor Municipal do Porto é discutido esta segunda-feira

Além do novo Plano Diretor Municipal, vai estar em cima da mesa a proposta de autorização da continuidade de contratação da nova ponte sobre o Douro e respetivos acessos. Ilda Figueiredo, vereadora da CDU, considera que está em causa o futuro da cidade.

A Câmara Municipal do Porto discute esta segunda-feira o novo Plano Diretor Municipal (PDM) da cidade e o futuro da nova ponte sobre o Douro. Há duas semanas, Rui Moreira decidiu adiar a assinatura do contrato para o lançamento do concurso para a nova travessia. Depois das críticas dos vereadores do PS, PSD e CDU, que acusaram a maioria municipal de falta de transparência, o autarca prometeu apresentar uma nova proposta que será hoje votada na reunião pública de Executivo.

Em declarações à TSF, Ilda Figueiredo, vereadora da CDU, diz que está em causa o futuro da cidade e lamenta que o Executivo tenha disponibilizado em cima da hora as propostas que irão ser apresentadas. "Quer o PDM, quer a nova ponte, envolvem o futuro da cidade. Precisamos de algum tempo para ver que alterações houve e o que foi contemplado. Infelizmente o tempo foi pouco", afirma.

A vereadora da CDU considera que a proposta relativa à nova ponte sobre o Douro continua a não responder aos problemas.

"Nós não somos contra novas travessias no Douro, mas a solução para o Porto não é claramente a melhor", admite, acrescentando que há "muitos problemas que envolvem a própria ponte D. Luís I, o trânsito na zona central e a ligação central, e apenas se diz que a nova ponte poderá vir a substituir o tráfego da Luís I".

"Considero que isto não é uma forma correta de encarar a solução do problema dos atravessamentos do Douro." Ilda Figueiredo afirma ainda que apesar de Rui Moreira ter maioria no Executivo, a aprovação da proposta não está dependente dos votos da oposição, pelo que esta deve assumir uma posição.

A TSF tentou, sem sucesso, registar as posições dos restantes partidos representados no executivo camarário.

Já o vereador do urbanismo Pedro Baganha garante à TSF que o novo PDM foi desenhado ao longo dos últimos seis anos, contou com o apoio da Universidade do Porto e teve uma ampla participação cívica, com mais de 400 participações.

O vereador explica que este é um plano pragmático e inovador que prevê, por exemplo, o zonamento inclusivo. Na prática, parte do edificado na zona histórica vai ficar mais acessível.

"No fundo vai obrigar a que, para as maiores operações que se localizem no centro da cidade, uma parte dessa área de construção seja destinada à habitação acessível", explica, acrescentando que "no zonamento inclusivo, todas as operações urbanísticas acima de uma determinada área que mudem de uso ou que ampliem a área de reconstrução vão ter uma percentagem que tem de ser alocada obrigatoriamente à habitação acessível".

Pedro Baganha não compreende o coro de críticas da oposição sobre a nova ponte sobre o Douro e diz que, em Gaia, o projeto foi aprovado por unanimidade.

"Esta nova ponte, do nosso ponto de vista, é muito interessante numa estratégia de incremento da acessibilidade à parte oriental da cidade, por um lado e, por outro lado, vem substituir o tabuleiro inferior da ponte Luís I, cujo trânsito automóvel vai ser restringido por incapacidade de escoamento e de calibre da própria ponte", afirma.

O vereador admite ter ficado surpreendido com as críticas porque "esta ponte está inscrita na proposta do PDM há muito tempo, tendo feito parte, por exemplo, da discussão pública do PDM que aconteceu entre outubro e dezembro do ano passado. Nessa discussão pública ninguém referiu esta matéria da nova ponte".

O vereador do urbanismo não concorda com as críticas de Ilda Figueiredo de que a ponte não resolve os problemas da cidade. Pedro Baganha considera que como a ponte D. Luís I vai ter acesso condicionado é necessário uma alternativa.

A reunião pública da Câmara Municipal do Porto está marcada para esta segunda-feira e fazem parte da ordem de trabalhos o novo PDM e a proposta de autorização da continuidade de contratação da nova ponte sobre o Douro e respetivos acessos.

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