Novo Banco. Regulador garante que travou venda de seguradora a empresário condenado

Autoridade explica que acabou por não encontrar ligação entre comprador (final) da seguradora do Novo Banco e empresário condenado no estrangeiro.

A Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) não encontrou nenhuma ligação entre o magnata condenado por corrupção nos EUA e a empresa que acabou por comprar uma seguradora do Novo Banco.

A reação surgiu, em comunicado, depois da notícia do jornal Público sobre esta venda, com um desconto de 70%, numa perda coberta pelo Fundo de Resolução, ou seja, pelo Estado.

A ASF confirma que Greg Lindberg, o tal empresário condenado por corrupção, tentou em dezembro de 2018 comprar a seguradora do Novo Banco - de nome GNB Vida, entretanto 'rebatizada' como Gama Life.

Como é normal nestes processos, numa área altamente regulada e sensível para a economia, a ASF explica que recebeu um pedido de não-oposição ao negócio, o que levou a consultar supervisores de Malta, Itália, Holanda, Reino Unido, Luxemburgo, Bermuda, Carolina do Norte e Michigan.

Contactos que levaram a ASF a ter conhecimento de "diversas acusações de natureza penal" contra Lindberg, pondo em causa a compra da seguradora do Novo Banco pelo empresário.

No entanto, no seguimento destes contactos e deste obstáculo ao negócio a mesma ASF acrescenta que, "neste contexto, os requerentes informaram que um fundo gerido pela Apax Partners LLP pretendia adquirir a GBIG Portugal, S.A., e, consequentemente, Greg Lindberg não seria o beneficiário último da operação, nem a estrutura acionista prevista para a GNB seria aquela que tinha sido apresentada no processo inicial".

Uma mudança que permitiu avançar com o negócio e que, segundo o Público, será uma "operação de cosmética" pois a compradora será, afinal, detida por um conglomerado financeiro do mesmo Greg Lindberg - de acordo com o jornal, o principal executivo da Apax é um braço-direito do empresário acusado.

No comunicado agora emitido, a ASF prefere sublinhar que não foi Lindberg quem comprou a seguradora, apesar de admitir, logo de seguida, que pode revogar a autorização para o exercício da atividade seguradora "caso se venha a apurar que o titular de uma participação qualificada numa empresa de seguros não preenche os requisitos de idoneidade que garantam a sua gestão sã e prudente".

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