Novo confinamento indigna quem vive da prestação de cuidados de beleza

Os gabinetes de estética e cabeleireiros pedem mais fiscalização.

Os gabinetes de estética e cabeleireiro trabalham, esta quinta-feira, pela última vez antes de encerrar as portas devido ao novo confinamento geral, que pode ter a duração de um mês. A situação desagrada a quem trabalha neste ramo e volta a fazer contas à vida.

Em Vila Real, no gabinete Elegance, Elisabete Gaspar não esconde a indignação por ter de voltar a parar a atividade a partir desta sexta-feira. Não trabalhar significa ficar "sem salário e com a renda da loja em atraso", tal como já ficou nos meses em que também esteve parada em 2020. Os apoios que recebeu "não deram para pagar a escola da filha, quanto mais para comer"! Ter o marido "na mesma situação" também não ajuda.

A esteticista adianta que os clientes já começaram a cancelar marcações que estavam feitas para datas já abrangidas pelo período do novo confinamento geral. Elisabete Gaspar lamenta que haja quem fure as interdições, tal como aconteceu no primeiro confinamento, na primavera de 2020. Segundo diz, "vão a casa dos clientes fazer os serviços, o que é uma autêntica falta de respeito para quem está a trabalhar dentro da legalidade, com uma casa aberta e renda para pagar".

A cabeleireira Dulce Chaves tem as mesmas queixas de Elisabete em relação à concorrência "desleal" em casa das clientes e confessa que tem "perdido algumas" por se recusar a incumprir as normas. "Acham que não queremos e que não temos necessidade de trabalhar", desabafa.

A esteticista e a cabeleireira de Vila Real pedem "mais fiscalização" para evitar que colegas façam serviços a domicílio durante o confinamento, enquanto elas estão de portas fechadas.

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