Novos passes: procura obriga empresas a reforçar autocarros

O número de passageiros aumentou ainda mais nos autocarros que vão para concelhos da Grande Lisboa afastados da capital.

Várias empresas privadas de autocarros, sobretudo na Área Metropolitana de Lisboa, querem aumentar a oferta de autocarros devido ao aumento da procura de passageiros que já se sente depois dos novos passes, muito mais baratos, que entraram em vigor no início de abril.

O presidente da Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Pesados de Passageiros (ANTROP), Cabaço Martins, admite à TSF que há uma maior "pressão" de passageiros que já levou, inclusive, algumas empresas a reforçarem os autocarros disponíveis, mesmo sem mais financiamento público.

O problema é que mais viaturas em circulação significam mais custos, havendo a necessidade de conseguir negociar mais financiamento público com as áreas metropolitanas ou comunidades intermunicipais (entidades que gerem a iniciativa).

Cabaço Martins explica que, perante a procura que já existe, já há conversas com a autoridade de transportes, pois, como está, pelo menos em alguns operadores, o financiamento público acordado não chega.

O maior aumento da procura está a acontecer na Área Metropolitana de Lisboa, com uma incidência mais forte nas empresas que servem concelhos da região mais afastados da capital - onde a diferença de preço em relação aos preços anteriormente praticados mais compensa abdicar do carro e viajar de transportes públicos.

A ANTROP representa empresas como, entre outras, a Rodoviária de Lisboa, a Vimeca, TST, Barraqueiro, Scotturb, EVA, Rodoviária do Alentejo, Mafrense, Resende ou Gondomarense.

A TSF contactou o secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade, José Mendes, que se recusou a comentar as pretensões das transportadoras privadas.

Notícia atualizada às 10h11

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