"Nunca foi por falta de meios financeiros que não fizemos mais no SNS"

Há hospitais que garantem já a recuperação de 60% dos serviços até ao final do ano. Em Lisboa e Vale do Tejo mais cuidados alocados ao combate à pandemia impedem reposição mais rápida.

A ministra da Saúde garante que já existe e que está em marcha o plano para recuperar o serviço assistencial no Serviço Nacional de Saúde (SNS). No Fórum TSF, Marta Temido garante lembra que estão previstos 38 milhões de euros para a recuperação da atividade suspensa durante a pandemia.

"Precisamos de um plano excecional para recuperar dessa situação inesperada e grave que está a ser a pandemia da Covid-19. Mas esse plano existe, está publicado em Diário da República a 6 de junho de 2020, que aprova o Plano de Estabilização Económica e Social, onde está previsto um reforço de quase 38 milhões de euros para a recuperação da atividade assistencial no Serviço Nacional de Saúde", garante Marta Temido.

"Nunca foi por falta de meios financeiros que não podemos trabalhar mais no SNS", diz a ministra da Saúde.

Também no Fórum TSF, o bastonário da Ordem dos Médicos lembra que a recuperação dos serviços de saúde assistenciais decorre a um ritmo lento. "Como neste momento ainda estamos numa fase de desconfinamento que não está a decorrer como devia estar a decorrer, a verdade é que a recuperação a nível hospitalar e dos cuidados de saúde primários continua a ser relativamente lenta. Já passamos o mês de junho e não estamos a funcionar a 100%, e não vamos estar até ao final de julho", lembra Miguel Guimarães.

"Não temos dados concretos sobre o que já foi possível recuperar, mas temos dados sobre o que os hospitais querem recuperar até final do ano. Há hospitais que já preveem recuperar 60% dos serviços até ao final do ano", diz Marta Temido em resposta ao bastonário da Ordem dos Médicos.

A ministra lembra ainda o esforço a que o SNS foi obrigado durante o período em que grande parte dos meios estavam consignados ao combate à pandemia. "Perdemos um milhão de consultas de cuidados de saúde primárias - em cerca de 30 milhões realizadas anualmente pelo SNS - e perdemos cerca de 900 mil de consultas médicas hospitalares em cerca de 12 milhões que o SNS faz por ano".

"O país não está todo na mesma situação no que toca ao alocar de meios para a pandemia. A situação está ultrapassada no Norte, Centro, Alentejo e Algarve. Em Lisboa e Vale do Tejo não é assim", diz Marta Temido sobre a reposição da atividade assistencial no SNS.

Sobre as unidades de rastreio de cancro da mama fechadas no norte. Ministra diz que "não tem conhecimento"

"Não tenho conhecimento exato dessa situação, que irei ver de seguida", diz Marta Temido sobre a situação no norte do país, manchete de sábado do Jornal de Notícias.

Diz o jornal que por falta de acordo entre a Liga Portuguesa Contra o Cancro da Mama e a Administração Regional de Saúde do Norte as unidades se encontram encerradas.

"Há aspetos burocráticos que tem de ser ultrapassados e resolvidos (...) temos de nos centrar no essencial, não entrando em comportamentos de rivalidade e oposição, mas trabalhando no mesmo sentido. Vamos ver essa situação".

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