"O ano foi muito intenso." Graça Freitas confessa que já ponderou demitir-se

Diretora-geral da Saúde confessou, em entrevista à RTP3, que já ponderou abandonar o cargo depois de um ano que considera "insólito".

A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, confessou que já ponderou demitir-se do cargo várias vezes durante a luta contra a pandemia da Covid-19.

"Tenho momentos, sobretudo os noturnos, em que estou muito cansada e em que acho que sim, que vou desistir porque o ano foi muito intenso e outras pessoas poderiam fazer melhor. Mas não chega a durar um dia, não dura muito tempo", admitiu Graça Freitas.

Para a responsável da Direção-Geral da Saúde o último ano foi "insólito" e a aprovação da primeira vacina foi o momento mais esperançoso.

"Passei por muitas crises, mas nada como isto. Os dias que antecederam 2 de março foram de muita ansiedade. Todos os dias tínhamos casos suspeitos que não se concretizavam. O dia do primeiro caso de vírus também foi muito marcante", recordou a diretora-geral da Saúde.

Sobre o combate à pandemia, admitiu que, neste último ano, já foram cometidos vários erros por parte do Governo e das autoridades de saúde.

"Se olharmos para trás, para os 12 meses, algumas decisões poderiam ter sido diferentes", reconheceu Graça Freitas.

No entanto, a representante da DGS sublinhou que nunca deixou de ver Portugal como um país no resto do mundo e que em janeiro, depois do Natal, "aconteceu uma avalanche, uma bola de neve".

"Vão-se experimentando medidas que se sabem que são eficazes, mas são precisos anos para avaliar uma pandemia. Este vírus tem um comportamento, uma dinâmica e nós, por pouca sorte, somos os seus hospedeiros. Depois juntaram-se aqui alguns fatores importantes e o que aconteceu foi que já tínhamos uma nova variante a circular que aumenta a velocidade de propagação", referiu a diretora-geral da Saúde.

Festivais de verão regressam em breve? "Foram apresentados projetos à DGS, mas ainda não validámos"

O regresso dos festivais de verão vai depender do que for possível fazer em termos de testes. Graça Freitas relembrou que é preciso ter uma solução para quem testar positivo à entrada dos recintos.

"Foram apresentados projetos à DGS, mas ainda não validámos. Depende do tipo de teste que estiver disponível no mercado e da nossa capacidade de o fazermos", revelou Graça Freitas.

Já sobre o uso de duas máscaras, lembrou que as orientações da DGS não mudaram, mas quem quiser pode usar duas máscaras, caso se sinta mais confortável.

"A hipótese das duas máscaras foi posta por causa das variantes. As nossas recomendações de utilização das máscaras mantêm-se como antes. À data, os nossos peritos recomendam que se mantenham a estratégia", acrescentou a diretora-geral da Saúde.

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