O debate sobre o trabalho digno, sexta vaga de Covid-19 a desenhar-se e outros destaques TSF

Governo, centrais sindicais e patrões voltam a sentar-se à mesa para analisar a Agenda do Trabalho Digno e há um alerta especial sobre o emprego jovem.

O trabalho digno volta à agenda política e económica, esta quarta-feira, com a discuss​​​ão em sede de concertação social. Governo, patrões e centrais sindicais tentam construir um acordo de rendimentos e competitividade e decidir as alterações à lei laboral previstas na Agenda do Trabalho Digno.

Mas o que é, afinal, o trabalho digno? A TSF ouve os testemunhos de trabalhadores e especialistas para o tentar descobrir. "Ana" está farta de assinar contratos sucessivos para receber pouco mais de 200 euros por mês, Luis, professor, conta que o verão é sempre uma época de incertezas.

No emprego jovem, não param de aumentar os contratos precários entre os mais novos. Um dos coordenadores do observatório do ISCTE fala de uma tendência que se estende "ao longo das últimas décadas".

A sexta vaga de Covid-19 pode estar a desenhar-se "de forma muito intensa" depois da eliminação do uso de máscara. O alerta é do Instituto Superior Técnico.

Precisamente no campo do uso de máscara, a Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) e o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) informaram esta quarta-feira que, a partir da próxima segunda-feira, deixam de o recomendar como obrigatório em aeroportos e voos europeus.

A China não gostou que a Organização Mundial da Saúde tenha dito que a estratégia de tolerância zero à Covid-19 do país "não é sustentável" e classificou as declarações como "irresponsáveis". A China defende mesmo que foi graças a esta política que o país se tornou "num dos que melhor conseguiram conter a Covid-19".

Aliás, um estudo da Universidade Fudan, em Xangai, apontou que o país corre o risco de registar cerca de 1,6 milhões de mortos, caso modere ou reduza as medidas de prevenção e controlo da Covid-19.

No segundo dia de audições no Parlamento sobre a polémica com refugiados em Setúbal, o secretário-geral do Sistema de Segurança Interna (SSI) garantiu que a informação está a circular sem problemas dentro do mesmo, mas explicou que não tem "intervenção direta" do processo de acolhimento.

Já o ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, garante que base de dados do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras "é segura" e explica que um eventual envolvimento de cidadãos russos no processo de acolhimento de refugiados tem a ver com apoio na tradução de documentos, não com o manuseamento de dados.

Um voluntário da ONU revela que os civis retirados da fábrica de Azovstal, na Ucrânia, estavam há dois meses sem ver a luz do sol e não tinham água potável nem alimentação adequada.

Na última noite, as forças russas realizaram mais de 500 ataques contra alvos militares na Ucrânia e destruíram 17 depósitos de munições, além de 59 unidades de material militar.

Entretanto, e depois de analisados os recentes ataques a Odessa, os Estados Unidos descartam que tenham sido utilizados mísseis hipersónicos na cidade.

No dia em que Graça Morais recebe o doutoramento honoris causa pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro - o segundo atribuído a uma mulher, depois de Agustina Bessa-Luís - a TSF conversou com a artista. Não tem pintado. A culpa é da guerra na Ucrânia. "Estou num momento de tal revolta, e de tal espanto, que nos últimos tempos não consigo pintar nada, fiquei num estado que não sei definir. É terrível vermos a destruição das cidades, das escolas, as mulheres que são violadas, é impossível ficarmos insensíveis a isso."

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