"O pior está para vir." Confederação do Turismo prevê agravamento do desemprego

O presidente da Confederação do Turismo acredita que haverá duas vagas de desemprego: uma em outubro e outra no início do ano.

A Confederação do Turismo prevê que um agravamento do desemprego no setor e a nível nacional nos próximos meses. A previsão é avançada pelo presidente do organismo, Francisco Calheiros, no Fórum TSF.

Entrevistado pelo jornalista Manuel Acácio, Francisco Calheiros admite que "o pior está para vir" e lembra os dados da crise anterior.

"Nós esquecemo-nos que na crise de 2008/2009 o desemprego atingiu os 17%. Ora, os últimos dados de fim de agosto estavam nos 8%, quando nós tínhamos estado em cerca de pleno emprego em fevereiro, em que o desemprego atingia os 6%. É evidente, infelizmente, que o desemprego ainda vai crescer bastante", adianta.

Para Francisco Calheiros o turismo é "paradigmático", uma vez que as quebras no setor se sentiram desde o início da pandemia: "Estávamos em janeiro/fevereiro a subir a 12%, chega a março e quebraram as receitas 50%, em abril e maio, [houve uma quebra de] 95%.

O presidente da Confederação do Turismo acredita que haverá duas vagas de desemprego: uma já em outubro, "nomeadamente nas empresas de turismo que estiveram à espera de um verão que não veio a existir", e outra no início do ano, a nível nacional, com o terminar do "quadro legal decorrente das medidas de apoio à economia".

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