"O socorro já está em causa." Técnicos de emergência pré-hospitalar em greve em frente ao INEM

A adesão à greve é quase total, e a concentração em frente às instalações do INEM, em Lisboa, está prevista para as 11h00. Além da revisão da carreira e melhores condições de trabalho, os técnicos de emergência pré-hospitalar exigem também salários dignos e abertura de concursos para fixar profissionais.

Está a ser quase total a adesão à greve por parte dos técnicos de emergência pré-hospitalar. Pelas contas do sindicato, a paralisação, que se iniciou às 00h00, está a ter uma adesão de 100%. Apenas os serviços mínimos estão a ser cumpridos.

Rui Lázaro, presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-hospitalar, salienta que os motivos para o protesto são muito fortes. "São cinco anos em que técnicos de emergência pré-hospitalar estão esquecidos dentro do INEM. O desinvestimento na nossa carreira é gritante."

Em declarações à TSF, o responsável assegura que hoje a profissão é "muito pouco atrativa", o que se reflete numa "elevada taxa de abandono", e a operacionalidade que o INEM apresenta agora é apenas devida à "elevada disponibilidade para trabalhos extraordinário". Com o novo Orçamento do Estado, são, no entanto, estipulados novos limites.

Rui Lázaro revela que o concurso aberto pelo INEM, para contratar mais técnicos, tem apenas 30% de candidaturas. Com a falta de atratividade na carreira e outros fatores a contribuírem, o serviço já está em risco: "O socorro já está em causa hoje. Pela ausência de formação, pela ausência de equipamentos, pela ausência de técnicos."

Os técnicos de emergência pré-hospitalar estão esta sexta-feira em greve e realizam uma concentração em frente às instalações do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) para exigir a revisão da carreira e melhores condições de trabalho.

Decretada pelo Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-hospitalar (STEPH), a greve começou às 00h00 e termina às 24h00, estando previstos os serviços mínimos.

A concentração em frente às instalações do INEM, em Lisboa, está prevista para as 11h00.

Além da revisão da carreira e melhores condições de trabalho, os técnicos de emergência pré-hospitalar exigem também salários dignos e abertura de concursos para fixar profissionais.

Em declarações à agência Lusa, o presidente do sindicato, Rui Lázaro, explicou que os motivos são os que têm vindo a ser reivindicados pela estrutura sindical e que se mantêm sem resposta, "apesar da reunião de julho onde foram assumidos compromissos" pela Tutela.

"Continuamos sem data para iniciar o processo de revisão da carreira, o que tem trazido transtornos à emergência médica, e a nossa elevada taxa de abandono está manifestada no concurso que está a correr e cujos candidatos já estão a um quarto das vagas em aberto", afirmou o responsável, acrescentando: "Isto prova por si só a fraca atratividade da carreira e a necessidade de revisão."

Segundo o STEPH, o Acordo Coletivo de Carreira Especial, cujo processo negocial ficou concluído em 2018, está ainda por publicar passados três anos.

Além deste acordo coletivo, o sindicato aponta a perseguição de trabalhadores, a formação dos técnicos - "que deveria demorar seis meses e volvidos cinco anos continua por concluir" - e os equipamentos das ambulâncias.

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