O tique taque da crise no Museu do Relógio

O Museu do Relógio em Serpa, um dos únicos no Mundo, está a viver horas difíceis por causa da pandemia. Sem visitantes, tem acumulado prejuízos, que estão a comprometer postos de trabalhos e a abertura ao público. O Museu, que ocupa um convento no centro de Serpa, tem 2500 relógios mecânicos, desde 1630 até aos dias de hoje e está agora à procura da mão de um mecenas.

2020 seria um ano de festa no museu, a celebrar os 25 anos de existência, mas a pandemia trocou as voltas a esta casa do tempo. O diretor Eugénio Tavares de Almeida contabiliza uma quebra de 90 a 93% de visitantes, "desde excursões, a escolas, às universidades, a passeios turísticos, aos passeios de fins de semana", exemplifica.

O Museu soma um total de 380 mil visitas desde que abriu portas ao público, sendo uma das suas principais fontes de receita, a par das vendas em loja e do restauro de relógios às mãos de cinco mestres. No interior conta-se a história do relógio em mais de 2300 peças. O mais antigo remota a 1630.

O diretor admite que o museu "já não é só um embaixador de Serpa", alertando para o pólo inaugurado em Évora em 2011, que contribuiu para tornar a instituição como uma das "imagens turística e cultura do Alentejo e de Portugal."

Mas sem apoios vai ser difícil manter todos os colaboradores e portas permanentemente abertas. Eugénio Tavares de Almeida garante que um mecenas poderia ser a salvação contra a crise para esta coleção privada construída ao longo de 40 anos.

"Tudo o que é brochuras, merchandising, flyers, ingressos, todo esse custo de grafismo era suportado pelo mecenas em troca do logotipo da empresa em todos esses documentos. Muito nos honraria que fosse uma empresa ou uma instituição do Alentejo, mas vamos bater às portas a nível nacional", sustenta.

Enquanto se aguarda pelos patrocinadores, o responsável do museu tem procurado partir à conquista de novos mercados, com recurso a aposta no digital. "Conseguimos chegar a públicos onde antes não chegaríamos, desde visitas virtuais a vendas de artigos, o que tem vindo a ajudar um pouco o museu", resume.

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