"Vírus não está nas esplanadas." Portimão em choque com retrocesso no desconfinamento

Presidente da Câmara de Portimão considera que há apenas surtos na comunidade e que, nesta altura, é nas escolas onde se verifica mais a disseminação do vírus.

A autarca de Portimão diz estar em choque e não esperava que o primeiro-ministro anunciasse o retrocesso no processo de desconfinamento para Portimão. Isilda Gomes diz mesmo que no Governo há um grupo de ministros demasiado securitário e afirma que esta decisão demonstra uma falta de respeito para com os portimonenses.

"O vírus não está nas esplanadas, tem origem em surtos que estão perfeitamente identificados, controlados e acompanhados. Face a isto, o castigo que é imposto a Portimão e aos portimonenses é injusto, incompreensível e inaceitável. Considero que é uma falta de respeito para com os empresários que lutam no seu dia a dia, para todos aqueles que trabalham afincadamente para fazer face às dificuldades que têm e que são muitas", explicou Isilda Gomes.

A presidente da Câmara de Portimão considera que há apenas surtos na comunidade e que, nesta altura, é nas escolas onde se verifica mais a disseminação do vírus. Por isso diz não entender que se mantenham e até reabram novos estabelecimentos de ensino enquanto se fecham esplanadas e comércio.

Isilda Gomes exige do Governo uma série de medidas: um apoio extraordinário à restauração e ao comércio, um reforço do policiamento, da fiscalização da ASAE e da Autoridade para as Condições do Trabalho e, sobretudo, o reforço da vacinação, tanto em Portimão como no Algarve.

"Tenho visto, muitas vezes, o primeiro-ministro e a ministra da Saúde a visitar centros de vacinação. Era altura de os dois poderem vir visitar o nosso centro de vacinação e também dizer aos portimonenses porque têm de recuar. Os portimonenses e algarvios merecem respeito", acrescentou a presidente da Câmara de Portimão.

O Algarve não pode ser colocado nas listas vermelhas dos outros países como aconteceu esta sexta-feira com a Alemanha, afirma a autarca Isilda Gomes, que diz também esperar que o Governo cumpra a sua parte e, se não o fizer, tirará as devidas ilações. Não revela quais são, mas a autarca é membro da Comissão Política Nacional do PS e vice-presidente da Associação Nacional de Municípios.

Portimão é um dos quatro concelhos do país, a par de Moura, Odemira e Rio Maior, que recuam à primeira fase de desconfinamento segundo o plano apresentado pelo primeiro-ministro, António Costa, na quinta-feira.

Excetuando outros seis concelhos que se mantêm na atual fase de desconfinamento, a generalidade do país avança na segunda-feira para a terceira etapa de desconfinamento com o regresso às aulas presenciais no secundário e superior e a reabertura de lojas, restaurantes e cafés.

Em Portimão e noutros três concelhos volta a ser proibido circular para fora do município, restrição que se aplica diariamente, a partir de segunda-feira e durante os próximos 15 dias, ainda que estejam previstas exceções, como trabalho ou assistência a familiares.

O plano de desconfinamento do Governo prevê quatro fases, duas já implementadas a 15 de março e a 05 de abril, estando a próxima prevista para 19 de abril e a última para 03 de maio.

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